Número 2 da Al Qaeda critica regime egípcio

Ayman al-Zawahiri diz em suposta gravação que atual o sistema no Egito é opressor e injusto

Efe

20 de fevereiro de 2011 | 06h12

CAIRO - O "número dois" da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, criticou o regime egípcio por ser "opressor" e surgir de "eleições falsificadas, segundo disse em uma gravação divulgada neste domingo pelo canal de televisão Al Arabiya.

Ainda não se sabe se a gravação, sem data determinada, foi feita antes ou depois da renúncia do presidente egípcio Hosni Mubarak, no dia 11 de fevereiro.

"O regime egípcio é um sistema que alega ser democrático, o que quer dizer que se baseia no que quer a maioria, sem se comprometer com nenhum valor, moral ou fé, enquanto o regime islâmico é um sistema consultivo no qual a 'umma' (nação) é regida pela Sharia (leis islâmicas)", disse Zawahiri.

Na fita, cuja autenticidade não foi comprovada, Zawahiri, por cuja captura o governo dos EUA oferece uma recompensa de US$ 25 milhões, compara o regime egípcio, que critica, e o islâmico em quatro pontos.

Entre estes pontos destaca: "O regime egípcio é na realidade opressor, e depende da opressão e das eleições falsificadas, enquanto o regime islâmico é consultivo e depende de divulgar a justiça e de resistir à injustiça".

Além disso, diz que "o regime egípcio é laico, enquanto o regime islâmico é da fé de Deus".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.