REUTERS/Feisal Omar/File Photo
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Número 2 do Unicef se demite acusado de conduta inapropriada com mulheres

Justin Forsyth disse que decidiu renunciar pela preocupação de que o escândalo afetasse o Fundo da ONU para a Infância e a ONG britânica Save The Children

O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2018 | 18h22

NOVA YORK - O número dois do Unicef, o britânico Justin Forsyth, renunciou ao cargo nesta quinta-feira após ser acusado de conduta inapropriada com mulheres quando trabalhava na organização britânica Save The Children, informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Enquanto trabalhava para a Save the Children, ele foi acusado por três funcionárias de enviar-lhes mensagens de texto inadequadas, comentar a roupa que usavam ou o que sentia por elas, segundo informou a emissora "BBC".

O diretor, que foi investigado pela organização em cada ocasião e acreditava que o assunto estava "encerrado", garantiu que havia "se desculpado sem reservas" com as funcionárias e admitiu que tinha cometido "alguns erros pessoais" nessa época.

"A diretora executiva Henrietta Fore aceitou hoje a renúncia de Justin Forsyth a seu cargo de vice-diretor do Unicef", indicou o organismo em um comunicado.

"Somos agradecidos a Forsyth por seu trabalho nos últimos dois anos em defesa das crianças mais vulneráveis e para ajudar a avançar a missão do Unicef de salvar a vida de crianças. Esta missão é agora mais importante do que nunca", acrescenta o texto.

Forsyth desculpou-se mais uma vez por seus erros passados, mas disse que sua decisão de renunciar foi motivada pela preocupação de que o escândalo afetasse as duas organizações.

"Quero deixar claro que não renunciou ao Unicef por causa dos erros que cometi na Save the Children. Já foram tratados em um processo apropriado há muitos anos", destacou em um comunicado.

"Renuncio pelo risco de trazer danos tanto ao Unicef quanto à Save the Children e a nossa mais ampla causa. Duas organizações que realmente amo e respeito. Não posso deixar que isto ocorra".

Forsyth se tornou vice-diretor executivo do Unicef em 2016, depois de deixar o cargo de diretor executivo da Save the Children, onde enfrentou denúncias de três funcionárias. Ele teria enviado mensagens inapropriadas e feito comentários sobre suas roupas.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, anunciou este mês uma política de tolerância zero sobre assédio sexual na organização mundial./ AFP e EFE

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