Marcos Pin/EFE
Marcos Pin/EFE

Número de casos do coronavírus dobra no Equador após novos resultados de testes

Ministro da Saúde explicou que houve atraso no processamento das provas da doença; agora o país tem 22.160 pessoas infectadas pela covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2020 | 17h58

QUITO - O Equador duplicou nesta quinta-feira, 23, o número oficial de contagiados pelo novo coronavírus após obter os resultados de milhares de testes que estavam atrasados. Agora, o número de doentes pela covid-19 no país chega a 22.160, informou o ministro da Saúde, Juan Carlos Zevallos. 

Até agora, o número oficial era de 11.183 contagiados. Mas Zevallos explicou que os 10.977 casos confirmados agora ainda precisam ser contabilizados nos gráficos do governo. Esses testes estavam sem o resultado em razão da falta de capacidade para processar tantas provas. 

Com a nova amostragem, o número de casos descartados da doença também saltou de 12.200 para 25.079. O ministro da Saúde afirmou que o aumento era esperado conforme os testes que estavam sendo processados fossem saindo e garantiu que "a proporção (de contágio) permanece a mesma". 

"É óbvio que, quando houver mais casos testados, o número de positivos aumentará, mas também devemos contrariar os casos negativos", disse Zevallos, em entrevista coletiva logo após a chefe do governo, María Paula Romo, ter divulgado os dados oficiais desta quinta.

Segundo Zevallos, todas as províncias do país estão na fase de contágio comunitário, ou seja, as pessoas já estão contraindo a doença de outras que não haviam viajado para fora do país. 

América do Sul

Com esse novo número, o Equador, um dos países mais afetados pela pandemia, ocuparia o segundo lugar em infecções na América do Sul, atrás somente do Brasil, com mais de 46 mil casos, e ultrapassando Peru e Chile, que estavam à frente em termos infecções, mas não em mortes.

De acordo com as informações mais recentes fornecidas pelo Ministério da Saúde Pública, por província, a de Guayas, cuja capital é Guayaquil, continua tendo a maioria dos casos, seguida por Pichincha, com Quito na frente, e Azuay, da qual Cuenca é sua capital.

Embora o governo equatoriano tenha enfatizado que as orientações para a população continuam sendo as de ficar em casa, nas próximas semanas será considerado o reatamento de algumas atividades, que exigirão "menor capacidade, maior distância na rua, organização de turnos" ou que seja dada prioridade às entregas a domicílio.

María Paula ressaltou que os protocolos deverão ser seguidos nos escritórios, assim como nos transportes, parques e ruas em uma eventual próxima fase. / AFP e EFE

 

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