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Número de desaparecidos na China após deslizamento de terra sobe de 59 para 91

Incidente aconteceu no domingo em um parque industrial da cidade de Shenzhen. Segundo autoridades locais, 59 desaparecidos são homens e 32 são mulheres

O Estado de S. Paulo

21 de dezembro de 2015 | 09h52

PEQUIM - As autoridades da China informaram que o número de desaparecidos no deslizamento de terra ocorrido no domingo aumentou de 59 para 91. O incidente aconteceu em um parque industrial da cidade de Shenzhen, no sul do país.

Segundo autoridades locais citadas pela agência oficial Xinhua, 59 desaparecidos são homens e 32 são mulheres.

O deslizamento de terra, que obrigou a evacuação de 900 pessoas, foi seguido por uma explosão em um gasoduto que deixou um rastro de escombros de cerca de dez hectares.

Equipes de resgate disseram na noite de domingo que, até o momento, três pessoas ficaram levemente feridas, embora tenham assegurado que sinais de possíveis sobreviventes foram detectados em três pontos do parque.

Mais de 1.500 profissionais participam dos trabalhos de resgate para procurar pelos sobreviventes entre os escombros, com ajuda de quase uma centena de caminhões de bombeiros, quatro drones e 13 cães farejadores. O ritmo do trabalho segue em ritmo lento em razão das chuvas persistentes e da pouca visibilidade.

O deslizamento atingiu 33 imóveis residenciais e industriais, incluindo dois prédios de dormitórios de trabalhadores do parque industrial, segundo a rede de televisão estatal chinesa CCTV. 

Testemunhas afirmaram que viram uma grande massa de terra e lama atingindo o local. A causa da catástrofe seria uma falha humana, segundo a imprensa estatal, que indicou um acúmulo de terra de mais de 100 metros vinda de obras de construção.

Uma mulher identificada como Hu disse ao jornal Shenzhen Evening News que viu o momento em que a terra soterrou o caminhão de seu pai. "Ele está soterrado há várias horas. Estamos muito preocupados", disse.

Shenzhen, cidade ao lado de Hong Kong, é o principal centro da indústria tecnológica da China, com unidades de montagem que trabalham para várias multinacionais do setor. 

Alerta. Há mais de um ano, um jornal controlado pelo governo chinês advertiu que uma cidade próspera no sul da China iria ficar sem espaço para despejar o lixo resultante de um boom no setor da construção. Além de novos edifícios, uma rede de linhas de metrô está sendo construída em Shenzhen, e montes de terra estão sendo escavados e despejados em lixões.

Um jornal oficial da cidade, publicado pelo governo local, citou um funcionário não identificado dizendo que em outubro de 2014 a escolha de um lugar para o descarte do entulho estava se tornando "extremamente difícil" e essa era a “única coisa” que o preocupava.

"Shenzhen tem 12 locais de despejo de entulho e só pode aguentar até o próximo ano (2015)", informou na época o jornal.

A frequência de acidentes industriais na China levanta questões sobre normas de segurança após três décadas de crescimento vertiginoso no país, a segunda maior economia do mundo.

A quantidade de lama e entulho no local era imensa e foi sendo empilhada de um modo excessivamente íngreme, "causando instabilidade e desmoronamento, e levando à queda de edifícios", disse o ministério em um comunicado. /AFP, EFE e REUTERS

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