Número de feridos na Caxemira é de 24

Supostos militantes islâmicos detonaram nesta quarta-feira duas granadas perto do prédio da Assembléia Legislativa em Srinagar, capital de verão do Estado indiano de Jammu-Caxemira, matando um policial e ferindo pelo menos 24 pessoas. O ataque ocorreu três meses após o atentado suicida contra o mesmo prédio que deixou 40 mortos. Segundo a polícia, os militantes detonaram a primeira granada diante da principal entrada do fortemente vigiado prédio e depois diante de um cinema abandonado a 500 metros de distância. Pelo menos 12 pessoas, incluindo 8 policiais, ficaram feridos no primeiro ataque, supostamente contra a força policial. Tropas da Índia e Paquistão mantiveram hoje intensos tiroteios ao longo de sua fronteira na disputada região da Caxemira. Quatro soldados paquistaneses morreram nos combates de ontem. "As tropas paquistanesas fizeram disparos de granadas de morteiros e metralhadora contra posições indianas ao longo da Linha de Controle no setor de Nowshahra por mais de três horas" disse um porta-voz da Defesa, acrescentando que quatro soldados paquistaneses haviam sido mortos e oito bunkers destruídos na retaliação indiana. Um alto funcionário indiano revelou hoje que foi uma ameaça feita por e-mail pelo grupo integrista islâmico Lashkar-i-Taiba que levou o serviço de segurança a camuflar com um tecido preto, cáqui e verde o monumento do Taj Mahal. "Eles ameaçaram explodir o Taj Mahal, outros monumentos e importantes prédios do governo em Lucknow (capital do Estado de Uttar Pradesh)", revelou o funcionário anonimamente. O grupo islâmico Jaish-i-Mohammad, que com o Laish-i-Taiba é acusado pela Índia pelo atentado suicida do dia 13 contra o Parlamento em Nova Délhi, ameaçou hoje realizar "novos ataques mortais" contra as forças de segurança indianas. O grupo também informou que está transferindo suas bases para a Caxemira para escapar da repressão das autoridades paquistanesas.

Agencia Estado,

02 Janeiro 2002 | 17h16

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.