Ivan Pierre Aguirre/The New York Times
Ivan Pierre Aguirre/The New York Times

Número de imigrantes presos ou barrados na fronteira dos EUA cai 28% em junho

Queda ocorre após acordo entre EUA e México. Número é 11% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2019 | 02h46

WASHINGTON - O número de imigrantes detidos ou impedidos de cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos caiu 28% em junho, informou nesta terça-feira, 9, o Departamento de Segurança Nacional dos EUA (DHS).

A queda foi registrada após o acordo assinado entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do México, Andrés Manuel López Obrador, no qual o país vizinho aceitou, entre outras coisas, acolher os imigrantes que esperam resposta para os pedidos de asilo feitos ao governo americano.

Segundo o DHS, a Agência de Proteção Alfandegária e Fronteiras (CBP) realizou 104.344 "ações de cumprimento" em junho, número que inclui prisões e rejeições de imigrantes na fronteira. Em maio, foram 144.728.

O órgão não deu mais detalhes sobre os dados, mas destacou que a queda deste ano nas prisões foi 11% superior a registrada no mesmo período do ano passado.

Em maio, o CBP deteve 132.887 imigrantes na fronteira, recorde para um único mês desde 2006. Do total, 11.507 eram menores de idade não acompanhados de seus responsáveis.

ODHS explicou também que houve redução das prisões em todos os grupos demográficos. Houve queda, segundo o órgão, na chegada de imigrantes procedentes dos países que formam o chamado Triângulo Norte da América Central - Guatemala, Nicarágua e El Salvador.

Para o governo americano, a queda dará ao CBP melhor capacidade de lidar com a grande quantidade de pessoas que está sob custódia das autoridades e acelerará o envio dos menores não acompanhados para o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS).

O DHS ressaltou que os números são resultado das políticas adotadas internamente e das parcerias feitas pelo governo de Donald Trump com outros países. Em especial, o órgão destacou iniciativas para melhorar as condições de vida e de segurança nos três países do Triângulo Norte da América Central e o trabalho com o governo do México.

O acordo entre Trump e López Obrador saiu após o presidente americano ameaçar impor tarifas sobre todas as importações de produtos mexicanos. Para evitar as taxas, o México se comprometeu a ampliar a fiscalização na fronteira e receber em seu território todos aqueles que pedem asilo nos EUA enquanto aguardam respostas para as solicitações. / EFE

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