AP Photo/Ashwini Bhatia
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Número de infectados na Índia seria 10 vezes maior

Estimativa é de autoridades médicas encarregadas da pandemia, citando um estudo nacional com base em testes sorológicos que medem os anticorpos

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2020 | 20h37

NOVA DÉLHI - Mais de 60 milhões de indianos podem ter sido infectados pelo novo coronavírus, o que significa dez vezes mais que os números oficiais, anunciaram nesta terça-feira, 29, as autoridades médicas encarregadas da pandemia, citando um estudo nacional com base em testes sorológicos que medem os anticorpos.

Segundo os dados oficiais, a Índia tem 6,1 milhões de casos entre 1,3 bilhão de habitantes, o que a torna o segundo país mais afetado pela pandemia no mundo, atrás dos Estados Unidos, que tem 7,1 milhões. Desde o início do surto, o país contabilizou 96.318 mortos, segundo um balanço independente da Universidade Johns Hopkins.

Mas os exames de sangue realizados em 29 mil pessoas em 21 Estados do país, entre meados de agosto e meados de setembro, mostram que o número de infectados pode ser muito maior.

Os resultados apontam que a exposição ao vírus era muito maior entre as pessoas que foram testadas nos bairros pobres das áreas urbanas (15,6%) e de outras áreas urbanas (8,2%), do que nas regiões rurais (4,4%).

Os primeiros resultados da análise sorológica revelaram que 0,73% dos adultos na Índia, ou seja, cerca de 6 milhões de pessoas, estiveram expostas ao vírus antes de maio.

A Índia levantou progressivamente as medidas rigorosas de confinamento que impôs em março para tentar salvar sua economia.

Apesar do grande número de infecções, que chegaram a ultrapassar os 90 mil casos diários durante vários dias, a Índia tem o maior número de doentes recuperados do mundo. Segundo o Ministério da Saúde indiano, mais de 5 milhões de pessoas se recuperaram da doença na Índia (82%).

O governo indiano informou que o país registrou hoje 776 mortos, o menor número desde 3 de agosto.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33,1 milhões de casos de infecção em todo o mundo. Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes. / REUTERS e AFP

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