Bo Amstrup|Reuters
Bo Amstrup|Reuters

Número de infectados pelo coronavírus passa de 3 milhões, diz universidade americana 

O total de mortos no mundo pela covid-19, segundo a Universidade Johns Hopkins, é de 208.131  

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2020 | 14h41
Atualizado 27 de abril de 2020 | 14h59

NOVA YORK - A universidade americana Johns Hopkins divulgou um levantamento nesta segunda-feira, 27, que aponta que o número de casos de coronavírus no mundo (Sars-Cov-2) já passa de 3 milhões

Segundo o site da universidade, até às 14h30, o mundo registrava 3.002.303 casos confirmados em 185 países. O total de mortos no mundo pela covid-19, segundo a universidade americana, é de 208.131

De acordo com o levantamento da Johns Hopkins, os EUA concentram o maior número de casos, 972.969, seguido de Espanha (229.422) e Itália (199.414). O Brasil aparece em 11ª posição com 63.328, segundo a universidade. 

Também de acordo com uma contagem da agência Reuters, os casos confirmados ultrapassaram 3 milhões nesta segunda-feira. A agência destaca que a marca foi atingida no momento em que muitos países estão adotando ações para suavizar as medidas de isolamento que paralisaram o mundo nas últimas oito semanas.

Os primeiros 41 casos foram confirmados em Wuhan, na China, no dia 10 de janeiro. As 3 milhões de infecções confirmadas em menos de quatro meses são comparáveis aos cerca de 3 a 5 milhões de casos de doenças graves causadas pela gripe sazonal em todo o planeta a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em média, 82 mil casos foram relatados por dia na última semana. Mais de um quarto de todos os casos estão nos EUA, e mais de 43% foram comunicados na Europa.

Quase um de sete casos relatados da doença foi fatal até agora.

Alguns países europeus duramente afetados, como Itália, França e Espanha, registraram uma queda na quantidade diária de casos nas últimas semanas, mas mesmo assim registraram entre 2 mil e 2,5 mil infecções novas por dia na última semana.

O total de casos subiu 2,5% no domingo, o menor índice diário em quase dois meses e menos do que o pico do fim de março, quando o total estava subindo mais de 10% por dia.

Os EUA relataram uma média de mais de 30 mil casos por dia na última semana, e agora representam quase um terço de todos os casos novos.

A Itália informou que permitirá que algumas fábricas voltem a funcionar em 4 de maio, parte de uma reabertura escalonada, e a Espanha amenizou as regras de isolamento no domingo, permitindo que crianças supervisionadas saiam de casa.

Vários Estados americanos reabriram negócios em meio a previsões de que a taxa de desemprego pode chegar a 16% em abril.

Na Ásia, que responde por pouco menos de 7% de todos os casos, alguns países estão tendo dificuldades para controlar novas infecções, entre eles Japão e Cingapura, que viram os casos aumentarem neste mês, apesar do sucesso de tentativas anteriores de desacelerar o surto. / COM REUTERS 

 

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