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Número de iranianos mortos no tumulto em Meca sobe para 464

Vítimas participavam do Hajj, o rito muçulmano da peregrinação; acidente causou a morte de 769 pessoas

O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 08h52

TEERÃ - O número de iranianos que morreram na semana passada no tumulto ocorrido em Mina, na cidade de Meca, subiu de 241 para 464, segundo um balanço publicado nesta quinta-feira, 1, pelo comitê organizador do Hajj, o rito muçulmano da peregrinação.

Mais da metade das pessoas que morreram na tragédia, que deixou ao todo 769 mortos, são de nacionalidade iraniana. A organização afirmou que publicará nos próximos dias os nomes de todas as vítimas. Entre os desaparecidos está Ghazanfar Roknabadi, de 49 anos, embaixador do Irã no Líbano.

O acidente aumentou a tensão entre o Irã, gigante xiita da região, e a Arábia Saudita, a principal nação sunita.

Na quarta-feira, o líder supremo iraniano, o ayatolá Alí Jamenei, afirmou que “o governo saudita não cumpre o seu dever em relação à repatriação dos corpos” e ameaçou responder “duramente” se isso não acontecer em breve.

“Sete dias depois desse trágico acidente e de operações de busca sem pausa, o número de peregrinos que foram para o paraíso enquanto cumpriam o ritual do Hajj em Mina é 464”, informou o comunicado do comitê organizador.

O documento ainda destaca que foram feitas buscas em todos os hospitais da região, mas que não há esperança de que ocorra uma mudança no balanço divulgado, porque os desaparecidos foram dados como mortos.

O ministro da Saúde do Irã, Hasan Hachemi, que está na Arábia Saudita, confirmou à agência de notícias Irna que chegou a um acordo com o seu colega saudita Jaled Faleh para repatriar “o quanto antes” os corpos dos peregrinos iranianos. /AFP e EFE

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