Número de mortes nas Filipinas ultrapassa 270 pessoas

O número de mortes causadas pelo forte tufão Bopha no sul das Filipinas já ultrapassa 270 nesta quarta-feira. As autoridades do país temem que mais corpos possam ser encontrados, à medida que as equipes de resgate avançam para regiões de alto risco que foram isoladas por deslizamentos de terra, inundações e quedas no sistema de comunicações.

AE, Agência Estado

05 de dezembro de 2012 | 09h21

Moradores escapam de inundação provocada pelo Bopha

Na província do Vale da Compostela, que foi a mais atingida pelo tufão, foram registradas 151 mortes desde que os ventos fortes começaram a devastar a região, no começo da terça-feira (horário local). Entre as vítimas, estão 66 aldeões e soldados que foram pegos em uma enchente que destruiu dois abrigos de emergência e um campo militar na cidade de Nova Batam, de acordo com uma porta-voz.

Cerca de 80 pessoas sobreviveram com ferimentos às inundações em Nova Batam, mas não foi divulgado o número de residentes que ainda estão desaparecidos. Nesta quarta-feira, em uma cidade rural de 45 mil pessoas, casas desabaram e árvores foram arrancadas por causa dos fortes ventos.

O "Bopha" entrou na madrugada de terça-feira pelo sudeste do arquipélago e gerou fortes chuvas, que deixaram milhares de pessoas com água até a cintura, rios transbordados e estradas e plantações alagadas. A maior parte das pessoas que deixaram suas casas, cerca de 55 mil, vive nas províncias mais orientais de Mindanao, como Surigao do Norte e do Sul, Agusan do Norte, Lanao do Norte e Misamis Oriental.

As autoridades tinham se preparado para a chegada do tufão com o deslocamento de pessoas em zonas de risco e a suspensão das aulas nas províncias afetadas. Cerca de 150 voos foram suspensos e milhares de pessoas ficaram presas em portos, após a ordem da guarda litorânea de que os serviços marítimos fossem suspensos até novo aviso. "Bopha" ou "Pablo", como é conhecido localmente, fecha a temporada de tufões nas Filipinas, tempo em que surgem entre 15 e 20 destes fenômenos meteorológicos e que começa em junho e termina em novembro. 

Cerca de 180 pessoas morreram nas Filipinas durante o mês de agosto após a passagem de vários furacões e depressões tropicais que inundaram, durante dois dias, 60% de Manila. Além disso, as inundações afetaram mais de três milhões de pessoas e tiveram um grande custo devido à destruição de construções e aos danos à agricultura. 
 

O chefe de defesa civil do país, Benito Ramos, disse que autoridades estavam fazendo buscas por vítimas e danos causados por um deslizamento de terra na região montanhosa da província do Vale de Compostela. Também estão sendo realizadas operações nas províncias de Leyte e Davao Oriental. 

 

A eletricidade foi cortada em diversos municípios em Surigao del Sur, Surigao del Norte e Davao Oriental, enquanto áreas da província de Agusan del Sur estão inundadas. Dezenas de voos domésticos foram cancelados. O Bopha, que pode atingir uma área de até 600 quilômetros, deve sair das Filipinas na sexta-feira. 

 As informações são da Associated Press, da Reuters, da Dow Jones e da Efe.
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