Dolores Ochoa/AP
Dolores Ochoa/AP

Aumenta para 480 o número de mortos em razão do terremoto no Equador

Ministro de Defesa equatoriano informou que mais de 4 mil pessoas ficaram feridas e 231 permanecem desaparecidas. Presidente estimou em US$ 3 milhões as perdas provocadas pela tragédia

O Estado de S. Paulo

19 Abril 2016 | 16h27

QUITO - O número de mortos em razão do forte terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter ocorrido no sábado no Equador subiu para 480, disse nesta terça-feira, 19, o vice-ministro do Interior, Diego Fuentes. Mas destacou que as autoridades ainda processam essa informação.

O ministro da Defesa do Equador, Ricardo Patiño, afirmou que 4.027 pessoas ficaram feridas e que 231 que estavam na região afetada pelo tremor permanecem desaparecidas.

O presidente do Equador, Rafael Correa, estimou em cerca de US$ 3 bilhões as perdas provocadas pelo terremoto do sábado, um dos mais fortes da história do país andino, informou a agência de notícias pública Andes.

"As perdas são multimilionárias, eu calculo, a grosso modo, em US$ 3 bilhões, 3% do Produto Interno Bruto, e isso significa uma reconstrução de anos. É uma luta longa, por isso peço que vocês não desanimem", ressaltou Correa.

O presidente equatoriano lamentou a perda de vidas humanas e disse que, em proporção de habitantes, a cidade de Canoa, no norte, é a mais afetada pelo sismo, pois 80% do balneário desapareceu.

Cerca de 20 mil pessoas perderam suas casas, disse o chanceler equatoriano, Guillaume Long. Ele indicou que o Equador está em plena fase de resgate de sobreviventes e corpos entre os escombros do terremoto e disse que 654 integrantes de equipes de salvamento chegaram ao país, apesar de esse número poder chegar a 800.

O titular de Relações Exteriores comentou em entrevista coletiva que, após a primeira fase das operações - que se baseia no resgate de sobreviventes e na recuperação de corpos -, nos próximos dias começará uma segunda fase, que tem como eixo fornecer abrigos para as cerca de 20 mil pessoas "que ficaram sem lugar para dormir".

Ao contrário da primeira etapa, na qual é prioritária a chegada de equipes de salvamento, na segunda "a ajuda é diferente", já que se necessita de água, barracas, material higiênico e alimentos enlatados, entre outras coisas, indicou. Esse período "pode levar vários meses e talvez vários anos".

Resgate. Nas áreas mais afetadas pelo terremoto continua a busca por pessoas entre os escombros. Os bombeiros de Quito recuperaram com vida três pessoas que ficaram presas em um centro comercial que desabou na cidade de Manta, na província de Manabí.

Equipes de salvamento da Colômbia e do Equador conseguiram resgatar com vida na segunda-feira um homem que se encontrava preso sob os escombros de um hotel na cidade de Portoviejo, uma das mais atingidas pelo terremoto que abalou o litoral norte do Equador no sábado.

Pablo Rafael Córdoba Cañizares, administrador do hotel, estava soterrado entre pedras, tijolos e cimento desde a noite de sábado.

Com a colaboração de um parente e graças a uma ligação telefônica, Cañizares conseguiu ser localizado, segundo explicou o capitão Carlos Cevallos, da Unidade de Resgate da Comissão de Trânsito do Equador, em declarações veiculadas pela Secretaria Nacional de Comunicação. /EFE

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