Dolores Ochoa/AP
Dolores Ochoa/AP

Número de mortos após terremoto no Equador passa de 400

Presidente Rafael Correa afirma que há mais de 2 mil feridos e pode haver mais mortos, pois o trabalho de buscas nos escombros não terminou

O Estado de S. Paulo

18 Abril 2016 | 08h24

(Atualizada às 21H) QUITO - O número de mortos no terremoto de 7,8 graus que abalou o norte do Equador no sábado chegou a 413, informou o Ministério Coordenador de Segurança. O tremor destruiu edifícios e ruas, cortou o fornecimento de eletricidade e deixou pelo menos 2.068 feridos.

Três pessoas foram resgatadas nesta segunda-feira com vida na cidade de Manta, depois de permanecer mais de 32 horas presas entre o teto e o piso de um centro comercial que desmoronou. Os bombeiros de Quito chegaram aos soterrados fazendo buracos em uma parede e cortes em uma tela metálica que suportava a construção. A primeira a ser retirada foi uma mulher que, cheia de pó e desorientada, foi aplaudida pelos socorristas.

O presidente Rafael Correa disse à Reuters na cidade de Portoviejo, na zona mais atingida pelo tremor, que o número de mortos pode subir ainda mais em decorrência do desastre. 

“Temo que esse número aumentará, pois continua a remoção de escombros”, disse Correa em suas primeiras declarações após retornar de viagem à Europa, onde participava de um fórum acadêmico organizado pelo Vaticano.

O presidente equatoriano percorreu ontem várias regiões afetadas pelo terremoto como as cidades de Manta, Portoviejo e Tarqui, onde conversou com pessoas afetadas.

Correa considerou que “a tragédia é muito grande, mas o país saberá seguir em frente”. Ele afirmou ainda que o custo de reconstrução será de “bilhões de dólares”.

O presidente equatoriano disse que 10 mil membros das Forças Armadas e 4 mil policiais estão nas regiões mais afetadas, e os hospitais estão funcionando em esquema de urgência para dar assistência aos feridos.

Segundo Correa, as equipes e protocolos estão funcionando adequadamente sob a coordenação da Secretária Nacional de Gestão de Riscos (SNGR).

Na cidade costeira de Pedernales, devastada pelo tremor, sobreviventes se encolhiam em colchões ou cadeiras de plástico para passar a noite perto dos destroços de suas casas. Barracas foram montadas no estádio da cidade para guardar corpos e distribuir água, comida e cobertores. Soldados patrulhavam as ruas escuras enquanto as equipes de socorro prosseguiam em seus trabalhos.

O presidente, que enviou uma mensagem de “infinito amor” e um “abraço solidário” a quem perdeu parentes e amigos, expressou sua gratidão aos bombeiros, soldados, policiais e funcionários que se mobilizaram perante a catástrofe.

Correa também agradeceu as mensagens de solidariedade. Ele disse que o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy; a presidente do Brasil, Dilma Rousseff; o líder argentino, Mauricio Macri; e o colombiano Juan Manuel Santos expressaram seu apoio perante a situação em seu país.

“Muito obrigado à Pátria Grande (países da América Latina) e ao mundo inteiro pela solidariedade”, disse, acrescentando que o terremoto de sábado foi “a maior tragédia dos últimos 67 anos”, desde o tremor de Ambato em 5 de agosto de 1949. / EFE

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