Kyodo News via AP
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Número de mortos chega a 37 após terremoto no Japão

Milhares de socorristas permanecem trabalhando no resgate; ainda há duas pessoas desaparecidas

O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2018 | 02h52
Atualizado 09 Setembro 2018 | 00h53

O saldo do forte terremoto que causou deslizamentos de terra no norte do Japão aumentou para 37 mortos neste sábado, quando dezenas de milhares de socorristas continuam procurando por sobreviventes presos na lama.

A maioria dos mortos foram registrados na pequena cidade rural de Atsuma, onde muitas casas foram destruídas pelo colapso de uma encosta causado pelo terremoto, de magnitude 6,6. Há ainda duas pessoas desaparecidas na aldeia e cerca de 400 foram feridas, de acordo com o governo local da ilha de Hokkaido.

"Aqui nunca temos deslizamentos de terra", disse Akira Matsushita, que perdeu seu irmão em Atsuma. "Eu não pude acreditar até ver com meus próprios olhos", afirmou à TV Asahi. "Quando eu vi, eu achei que ninguém poderia sobreviver."

Cerca de 40 mil socorristas permanecem procurando por sobreviventes com a ajuda de escavadeiras, cães e 75 helicópteros, segundo o porta-voz do governo, Yoshihide Suga: "Eles fazem o melhor que podem contra o relógio", disse.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que a eletricidade foi quase completamente restaurada na ilha de Hokkaido, onde suas três milhões de residências ficaram sem energia quando o terremoto de quinta-feira danificou uma usina térmica que fornece energia para a região.

"O número de residências sem energia elétrica foi reduzido para 20 mil", disse Abe em uma reunião de seu gabinete focado no terremoto. O primeiro-ministro também disse que seu governo vai liberar fundos de emergência para fornecer alimentos, água e combustível necessários para os geradores de eletricidade nos hospitais.

Ainda existem 31.000 famílias que não têm água e cerca de 16.000 pessoas estão alojadas em abrigos./AFP e AP

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