Número de mortos em ataque na Somália é desconhecido

Militantes ligados à Al-Qaeda detonaram várias bombas e entraram no principal complexo da Organização das Nações Unidas (ONU) em Mogadiscio, capital da Somália, nesta quarta-feira. O número de mortos do ataque ainda é desconhecido.

Agência Estado

19 Junho 2013 | 12h09

A porta-voz de uma empresa de defesa sul-africana confirmou que dois sul-africanos morreram durante o ataque. Autoridades disseram que cinco civis somalis e sete combatentes militantes morreram. Um funcionário da ONU, que falou em condição de anonimato, declarou que quatro funcionários da instituição também morreram, dos quais três eram estrangeiros.

O motorista de uma ambulância disse que cinco civis foram mortos. Um repórter da Associated Press que entrou no prédio da ONU após os confrontos viu dois corpos que pareciam ser de membros do grupo al-Shabab, embora vestissem uniformes militares somalis. Um funcionário disse que sete homens que atacaram o local foram mortos.

Ben Parker, porta-voz da Missão de Assistência da ONU na Somália, disse que a primeira explosão aconteceu às 11h30 e que pelos menos outras duas foram ouvidas a seguir. Dezenas de funcionários humanitários da ONU e de agências de desenvolvimento estavam no complexo e muitos foram para um bunker, disse ele.

Forças da União Africana (UA) e somalis responderam ao ataque e tomaram o controle do complexo, cerca de uma hora mais tarde. Os funcionários que estavam no bunker foram então retirados e levados para uma base militar segura e para o aeroporto, que fica em frente, disse Parker.

O primeiro-ministro da Somália, Abdi Farah Shirdon, disse ter ficado estarrecido com o fato de que "nossos amigos e parceiros " da ONU, que realizam atividades humanitárias, tenham sido vítimas "de violência tão bárbara". Um funcionário da União Africana, Mahamet Saleh Annadif, condenou o ataque "covarde" e enviou suas condolências "àqueles que perderam seus entes queridos".

A ONU tem mantido uma presença pequena em Mogadiscio nos últimos anos em razão dos perigos se de operar numa cidade controlada por militantes do Al-Shabab. Fonte: Associated Press.

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