LOUAI BESHARA / AFP
LOUAI BESHARA / AFP

Número de mortos em ataques do EI na Síria sobe para 71, diz grupo opositor ao regime

Segundo Observatório Sírio de Direitos Humanos, há 21 civis mortos, sendo cinco crianças

O Estado de S. Paulo

01 de fevereiro de 2016 | 08h51

BEIRUTE - O número de mortos nos ataques do Estado Islâmico (EI) realizados domingo 31 de janeiro em um distrito de maioria xiita no sul de Damasco subiu para 71 pessoas, das quais 29 são civis, afirmou nesta segunda-feira, 1.º, o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG explicou que entre os civis mortos há cinco crianças. As outras vítimas no distrito de Sayida Zeinab são combatentes xiitas sírios e estrangeiros. Homens-bomba do EI detonaram de forma consecutiva um carro-bomba e um cinto de explosivos nessa área.

Também foi ouvida uma terceira explosão, menos forte que as duas primeiras, embora sua origem seja desconhecida, segundo o Observatório, que apontou que pode se tratar de uma explosão em um veículo dos seguidores do regime sírio carregado com munição.

Uma fonte do Ministério do Interior, citada pela agência de notícias oficial síria Sana, informou que esses "atentados covardes" provocaram pelo menos 50 mortes e deixaram 40 feridos.

A braço do EI em Damasco, denominado Wilayat Dimashq (Estado de Damasco), assumiu em comunicado divulgado na internet a autoria do ataque contra "um ninho dos apóstatas politeístas", em referência aos xiitas.

A zona de Sayida Zeinab, que abriga a mesquita com o mesmo nome, é um lugar de peregrinação para os xiitas e conta com a proteção do grupo libanês Hezbollah.

História. Sayida Zeinab, cujos pais eram Fátima, filha do profeta Maomé, e o imã Ali, foi capturada pelo Exército do califa omíada Al Yazid, após a morte no ano 680 em Karbala (Iraque) de seu irmão Hussein. Precisamente,a morte de Hussein supôs o início do problema entre xiitas e sunitas.

Esse atentado coincide com a presença em Genebra de representantes do regime e da oposição síria para participar de negociações indiretas, auspiciadas pela ONU, para tentar pôr fim a um conflito que já dura quase cinco anos e causou mais de 260 mil mortes. /EFE

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