Número de mortos em atentado no aeroporto de Istambul sobe para 41

Autoridades detalham que há 239 feridos, dos quais 109 já tiveram alta. Dentre as vítimas mortais, 37 foram identificadas e 10 são estrangeiros

O Estado de S.Paulo

29 Junho 2016 | 08h48

ISTAMBUL, TURQUIA - O número de mortos no ataque terrorista contra o Aeroporto Kemal Ataturk em Istambul na noite de terça-feira subiu para 41, além dos três agressores suicidas, anunciou nesta quarta-feira, 29, o escritório do governador da cidade.

Sem dar mais detalhes sobre as nacionalidades, o escritório confirma 239 feridos, dos quais 109 já tiveram alta, informou a instituição em seu site.

Dos 41 mortos, 37 já foram identificados, dos quais 10 são estrangeiros e 3 têm dupla nacionalidade, detalha o comunicado, enquanto 19 corpos já foram entregues às suas famílias. Além disso, 130 pessoas seguem sob tratamento em diversos hospitais da cidade, enquanto 109 já receberam alta.

O comunicado não atribui responsabilidades pelo atentado, mas durante a madrugada o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou que "os primeiros indícios apontam para o Estado Islâmico" como autor do massacre.

O ataque aconteceu às 21h50 locais (15h50 em Brasília), quando três terroristas armados com fuzis e explosivos atacaram a entrada do terminal de voos internacionais do Aeroporto Kemal Ataturk de Istambul, dispararam de forma indiscriminada e acabaram morrendo. Segundo Yildirim, os três chegaram de táxi ao local.

Uma das últimas chegadas ao aeroporto tinha sido o avião em que viajava o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, que aterrissou justamente no momento do ataque. "Estes terroristas não têm religião, nenhuma fé, não são diferentes dos bárbaros", escreveu Rama em sua conta no Twitter.

O aeroporto, o maior de Istambul, foi fechado durante cinco horas mas foi reaberto durante a madrugada e está voltando lentamente ao normal, embora vários voos sigam cancelados e/ou atrasados.

Um piloto da companhia aérea Turkish Airlines confirmou que viu aterrissar um pequeno avião e decolar outro de sua linha aérea, mas considerou que ainda não é possível recuperar a normalidade. "Não é fácil reabrir o aeroporto ao tráfego. Houve explosões tanto no terminal de chegada como no de partida", explicou o piloto, cujo voo para um país estrangeiro previsto para esta quarta-feira foi cancelado.

"A Bélgica demorou uma semana para reabrir seu aeroporto. Este é o caminho certo", disse ele, referindo-se aos ataques terroristas em Bruxelas, no dia 22 de março, que causaram a morte de 32 pessoas. /EFE e Associated Press

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