AP Photo/Natalia Sancha
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Número de mortos em atentados em Damasco e Homs sobe para 184

Em Sayeda Zeinab, no sul da capital síria, ao menos 120 pessoas foram vítimas de 4 explosões causadas por terroristas suicidas e carros-bomba; em Homs, há ao menos 64 mortos

O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2016 | 11h18

LONDRES - O número de mortos nos atentados de domingo nas áreas de maioria xiita de Damasco e na cidade de Homs, no centro da Síria, subiu para 184, segundo os últimos dados divulgados nesta segunda-feira, 22, pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Entre os mortos, ao menos 120 - dos quais mais de 75 eram civis e ao menos 19 milicianos pró-governo - morreram em quatro explosões na região de Sayeda Zeinab, no sul de Damasco. Na capital, duas das explosões foram causadas por terroristas suicidas com coletes de explosivos, uma foi causada por um carro-bomba e o quarta ainda não tem origem conhecida.

Sayeda Zeinab, que abriga uma mesquita de mesmo nome, está a cerca de 17 quilômetros ao sul da capital, e está protegida pelo grupo xiita libanês Hezbollah, cujos líderes insistem que zelam por proteger as áreas e os santuários xiitas dos ataques dos terroristas na Síria.

O número de mortos na explosão de dois carros-bomba no bairro de maioria alauita (seita à qual pertence o presidente sírio, Bashar Assad) de Zahra, em Homs, aumentou para 64, entre os quais há 39 civis, 10 policiais ou milicianos pró-Assad e 15 corpos que ainda não foram identificados, disse o OSDH.

Os meios de comunicação oficiais sírios também elevaram o saldo de vítimas nesta série de atentados. A agência de notícias oficial síria, "Sana" afirmou que pelo menos 83 pessoas morreram e 178 ficaram feridas em "três explosões terroristas" em Sayeda Zeinab, provocadas por um carro-bomba e dois suicidas com coletes explosivos.

Já em Homs, a agência informou sobre 30 mortos no duplo atentado perpetrado com dois veículos carregados com bombas no distrito de Zahra, citando o governador da província, Talal al Barazi, como fonte dos dados.

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou na noite de domino em comunicados divulgados na internet a autoria destes ataques em Damasco e Homs.

Os atentados coincidiram com o anúncio do secretário de Estado americano, John Kerry, de um "acordo provisório" com seu colega russo, Serguei Lavrov, para uma trégua no conflito sírio. "Alcançamos um acordo provisório, um princípio de acordo com Lavrov para deter as hostilidades nos próximos dias", revelou Kerry na capital da Jordânia, Amã. / EFE e AFP

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