Número de mortos em combates no Paquistão já chega a 73

Pelo menos 73 pessoas, em sua maioria uzbeques ligados à rede terrorista Al-Qaeda, morreram nos últimos combates com tribos locais apoiadas pelo Exército do Paquistão em uma zona na fronteira com o Afeganistão.A imprensa paquistanesa informou na quarta-feira que estes confrontos, ocorridos na zona de Wana, capital da região do Waziristão do Sul, deixaram cerca de 60 mortos, mas uma fonte das Forças de Segurança da cidade aumentou este número para 73.As tribos da região criaram um Exército batizado de Laskhar, que nas últimas horas tomou uma colina estratégica que estava em mãos dos estrangeiros na área de Shin Warsak, ao oeste da capital do Waziristão.Um total de 51 militantes ligados à Al-Qaeda e outros 40 foram detidos durante a ofensiva, enquanto as tribos locais sofreram 22 baixas.Líderes tribaisOs líderes tribais asseguraram que prosseguirão suas operações contra os combatentes estrangeiros até que estes se rendam e aceitem viver em paz na região, ou até que sejam eliminados.Na última segunda-feira, uma das tribos declarou "guerra santa" contra os militantes estrangeiros e seus aliados locais, dando a ordem para matar todos os estrangeiros em Waziristão do Sul.Segundo Maulvi Nazeer, comandante das forças que combatem aos estrangeiros na zona, o Exército tribal se fortaleceu nos últimos dias e atualmente conta com pelo menos 3.000 homens, que participaram dos últimos confrontos.A situação faz parte da operação que as autoridades do Paquistão, sob a pressão do governo de Washington, realizam contra guerrilheiros uzbeques próximos à Al-Qaeda com a ajuda das tribos locais, que, em sua maioria, simpatiza com os talebans.CombatesHá duas semanas, os combates entre ambas as facções deixaram cerca de 150 mortos em apenas quatro dias.Os líderes tribais da área são apoiados pelo governo de Islamabad, com o qual mantêm uma aliança para garantir que os insurgentes não atacarão o Afeganistão de território paquistanês.Estão no Paquistão milhares de uzbeques, chechenos e árabes que foram ao Afeganistão em 2001, para lutar contar a coalizão liderada pelos Estados Unidos. Após a queda do regime taleban, eles cruzaram a fronteira e se instalaram no país.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.