Número de mortos em confrontos na Ucrânia chega a 9

Os confrontos desta terça-feira na capital da Ucrânia, Kiev, deixaram pelo menos nove mortos, dos quais sete civis e dois policiais. Olha Bilyk, porta-voz da polícia de Kiev, disse à Associated Press que os policiais morreram provavelmente por disparos de armas de fogo, o que também vitimou três dos civis. As forças de segurança deram até as 18h (horário local, 13h em Brasília) para que os confrontos terminassem.

PRISCILA ARONE COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS E DA DOW JONES NEWSWIRES, Agência Estado

18 de fevereiro de 2014 | 15h37

O governo fechou estações de metrô no centro da capital e prometeu restaurar a ordem, mas mesmo após o término do prazo, não havia sinais de ação policial na capital. A violência diminuiu as expectativas para uma solução iminente da crise política na Ucrânia.

Foi o pior episódio de violência das últimas semanas. A polícia usou balas de borracha e granadas de efeito moral contra milhares de manifestantes que tentavam chegar ao Parlamento. Dezenas de pessoas, entre civis e policiais, ficaram feridas.

Líderes opositores acusaram facções ligadas ao governo no Parlamento de adiar uma reforma constitucional que limitaria os poderes do presidente, uma importante exigência da oposição. As tensões também aumentaram após novas medidas adotadas tanto pela Rússia quanto pela União Europeia (UE) para ganhar influência sobre a ex-república soviética.

Os protestos tiveram início em novembro, depois de o presidente Viktor Yanukovych decidir não assinar um acordo que aproximaria o país da UE. Em dezembro, o presidente russo Vladimir Putin prometeu emprestar US$ 15 bilhões ao país, mas depois de comprar títulos ucranianos no valor de US$ 3 bilhões, os pagamentos foram adiados. O ministro russo disse que segunda-feira que US$ 2 bilhões seriam emprestados à Ucrânia nesta semana.

Quando o Parlamento adiou a sessão desta terça-feira para discutir a questão da redução dos poderes presidenciais, milhares tomaram o rumo do Parlamento para pressionar os integrantes do Legislativo. Gritando "vergonha" os manifestantes jogaram pedras contra a polícia e atearam fogo em caminhões estacionados para bloquear sua passagem.

A polícia respondeu com granadas de efeito moral e disparou o que parecem ser pequenas bolas de metal. Cerca de 150 manifestantes ficaram feridos, informou a unidade médica dos manifestantes, mas o Ministério do Interior afirma que 40 se feriram.

Mais cedo, manifestantes invadiram o escritório do Partido das Regiões, mas foram expulsos do local pela polícia. Quando bombeiros chegaram ao local para apagar um incêndio, descobriram o corpo de um funcionário, informou o serviço de emergência em comunicado.

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