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Número de mortos em explosões na China sobe para 114

Outras 70 pessoas ainda estão desaparecidas; moradores que tiveram as casas danificadas pedem indenizações

O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 09h21

PEQUIM - O número de mortos na explosão do dia 12 no porto chinês de Tianjin aumentou nesta segunda-feira, 17, para 114 após a descoberta de outros dois corpos. Outras 70 pessoas continuam desaparecidas e cerca de 700 ficaram feridas, segundo os últimos números do governo municipal.

Por enquanto só foram identificados 54 dos mortos, afirmou o responsável de imprensa de Tianjin, Gongo Jiansheng, citado pela agência oficial Xinhua.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, visitou no domingo o lugar do acidente, enquanto a Corte Suprema chinesa anunciou a abertura de uma investigação para esclarecer se houve negligência no acidente, ocorrido em um armazém que guardava materiais químicos perigosos e altamente inflamáveis, como as 700 toneladas de cianeto de sódio, um produto químico tóxico que pode formar um gás altamente inflamável se entrar em contato com a água.

A grande quantidade armazenada viola as regras de segurança do país, de armazenagem de no máximo 10 toneladas. Nesta segunda, Pequim ordenou uma fiscalização de segurança em todo o país e que todas as irregularidades fossem corrigidas dentro de cinco dias.

As regras de segurança da China exigem que essas instalações estejam a pelo menos um quilômetro de distância de residências, prédios públicos e rodovias. No entanto, o armazém da empresa de logística Ruihai International que continha os produtos tóxicos estava a 500 metros de casas e rodovias e a 10 quilômetros de um condomínio de apartamentos que tiveram as paredes chamuscadas e vidros quebrados.

Indenizações. Cerca 100 pessoas que tiveram as casas danificadas nas explosões se reuniram nesta segunda em um protesto para exigir indenização do governo. Um executivo da construtora China Vanke anunciou que cerca de 5.200 unidades habitacionais foram afetadas pelas explosões que ocorreram cerca de 40 minutos depois de relatos de um incêndio no armazém.

Na manifestação, a população pedia que o governo comprasse de volta suas casas e questionava como as crianças poderão crescer em um ambiente saudável.

"Temos que investigar completamente (o incidente) e responsabilizar todos os culpados", disse o premiê, Li Keqiang. "Temos que dar uma resposta para as famílias das vítimas, uma resposta para todos os residentes de Tianjin, uma resposta para todo o povo chinês, e uma resposta para a história", acrescentou. 

Rotina. As autoridades do maior porto de mercadorias do norte da China asseguraram que as atividades portuárias voltaram à normalidade depois de mais de quatro dias de suspensão.

O porto recebe 40% dos veículos importados pela China e também grandes quantidades de minério de ferro, matéria-prima básica para a indústria siderúrgica nacional, setores afetados pela tragédia.

O maior fabricante japonês de automóveis, a Toyota Motor, anunciou por exemplo que vai parar até o dia 19 as operações de três linhas de produção na China por causa dos efeitos das explosões. /AP e EFE

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