Número de mortos em Hiroshima pode chegar a 100 após fortes chuvas

Último balanço dos bombeiros fala em 40 mortos, mas é cada vez mais difícil encontrar sobreviventes entre os desaparecidos 

O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2014 | 11h39

TÓQUIO - O número de mortos em razão das fortes chuvas que atingiram na quarta-feira 20 o oeste do Japão podem chegar a 100 porque há pouca probabilidade de as pessoas desaparecidas, 47 até agora, serem encontradas vivas. O último balanço dos bombeiros afirma que 40 pessoas morreram.

As autoridades japonesas não descartam que o número de mortes aumente nas próximas horas, três dias após as fortes chuvas. Durante a madrugada de quarta, na cidade de Hiroshima, choveu em três horas 200 milímetros de água, o equivalente a média de todo o mês de agosto na região.

As inundações e principalmente os deslizamentos de terra destruíram casas e fecharam estradas da cidade. As autoridades foram acusadas de não terem emitido um alerta de retirada após os primeiros registros de acidentes e o aviso dos bombeiros.

Nesta sexta-feira, 22, a busca por sobreviventes em Hiroshima foi mais uma vez suspensa em razão do risco de novos desmoronamentos. A prefeitura ordenou nesta sexta-feira, 22, que 4.400 pessoas abandonem suas casas e recomendou o mesmo para outras 164 mil.

A situação pode piorar no fim de semana já que a Agência Meteorológica do Japão prevê fortes chuvas com perigo de inundações na região e outras partes do país entre hoje e amanhã.

Pelo menos 2.800 bombeiros, policiais e soldados das Forças de Autodefesa (Exército) participavam da operação de resgate, focada sobretudo na busca de pessoas arrastadas pela água de rios e canais e deslocamentos de terra ou lama.

O Instituto Geográfico do Japão analisou fotos aéreas da zona e detectou mais de 50 deslizamentos de terra em Hiroshima e seus arredores.

As fortes chuvas causaram a destruição total de 46 casas e inundaram 139. O número de pessoas retiradas de suas casas chega a 2.300.

Entre os mortos há três crianças de dois, três e 11 anos, além de um bombeiro que participava do trabalho de resgate. / AFP e EFE

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