Antonis Nicolopoulos / Eurokinissi / Reuters
Antonis Nicolopoulos / Eurokinissi / Reuters

Número de mortos em incêndios na Grécia sobe para 80

De acordo com o novo balanço, há 187 feridos registrados até o momento; bombeiros seguem em busca de pessoas bloqueadas em casas destruídas

O Estado de S.Paulo

25 Julho 2018 | 11h51

ATENAS, GRÉCIA - Os bombeiros continuam em busca de pessoas bloqueadas em casas nas localidades de Mati e de Rafina, na Grécia, que foram destruídas por incêndios. O número de vítimas aumentou para 80 nesta quarta-feira, 25.

Ainda de acordo com o novo balanço, anunciado por Stavroula Maliri, a responsável pelo serviço de bombeiros, há 187 feridos registrados até o momento.

Os socorristas continuam as buscas, especialmente na cidade de Mati e em Kokkino Limanaki, um bairro da cidade portuária de Rafina, a cerca de 40 quilômetros de Atenas, onde há centenas de casas e de veículos queimados.

A catástrofe, que vários veículos da imprensa local qualificaram como uma "tragédia nacional", começou na segunda-feira, quando o fogo foi registrado em um monte próximo de Pendeli e ganhou força em razão de ventos de 100 km/h.

O balanço na região arrasada já supera os 77 mortos registrados nos incêndios de 1977 no Peloponeso (sul da Grécia) e na Ilha de Eubea (leste).

Na terça-feira, a descoberta de 26 corpos carbonizados em uma casa de Mati comoveu o país. Entre os mortos, havia crianças pequenas. Eles foram encontrados abraçados em grupos "em uma última tentativa de se proteger", contou o socorrista Vassilis Andriopulos.

Alguns moradores fugiram em pânico para a praia, a poucos metros de distância. Muitos tiveram de ficar por mais de uma hora na água para se salvar.

Os bombeiros continuam recebendo "dezenas de chamadas" de pessoas em busca de seus parentes, afirmou a porta-voz da corporação. "O problema é o que se esconde sob as cinzas", advertiu o vice-presidente dos serviços de emergência, Miltiadis Mylonas.

Nesta manhã, mais de 300 engenheiros tentavam acelerar a avaliação de danos. Uma mãe polonesa e seu filho estão entre os mortos, segundo o governo de Varsóvia, assim como um cidadão belga, indicou o Ministério das Relações Exteriores da Bélgica. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.