RIZWAN TABASSUM/AFP
RIZWAN TABASSUM/AFP

Número de mortos em onda de calor no Paquistão passa de 600

Maioria das mortes foi registrada em Karachi, mais cidade do país, onde as temperaturas alcançaram 45 graus; especialistas esperam que chegada de monções diminuam o calor nas províncias do sul

O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2015 | 08h18

ISLAMABAD - A onda de calor que afeta o sul do Paquistão matou mais de 600 pessoas nos últimos três dias, um balanço duas vezes maior que o divulgado na segunda-feira, anunciaram as autoridades nesta terça, 23.

A maioria das mortes aconteceu em Karachi, a maior cidade do país, com 20 milhões de habitantes, onde a temperatura alcançou 45 graus e muitos problemas foram registrados na rede de energia elétrica, o que afetou o fornecimento de água.

Autoridades meteorológicas do país disseram que é esperada chuva pra os próximos dias. "Estamos antecipando que uma brisa do mar vai chegar alguma hora nesta noite. A temperatura vai cair à medida que as chuvas de monções entrem na costa de Sindh, levando chuva para a cidade", disse Ghulam Rasool, diretor geral do Departamento Meteorológico.

A onda de calor é similar a que afetou a vizinha Índia nas últimas semanas, a segunda mais grave na história do país, que deixou mais de 2.000 mortos.

"Mais de 600 pessoas morreram em consequência do calor intenso nos últimos três dias", afirmou à AFP o médico Sabir Memon, funcionário do governo da Província de Sindh, que tem Karachi como capital.

Pelo menos 10 pessoas morreram fora de Karachi, segundo uma fonte da secretaria de saúde. A onda de calor deixou outros 10 mortos ao norte, na província de Punjab.

O porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Catástrofes, Ahmed Kamal, anunciou que o governo pediu ajuda ao Exército e aos Rangers, uma força paramilitar, para ajudar as vítimas.

O governo de Sindh decretou estado de emergência nos hospitais, convocou os médicos que estavam de férias e aumentou os estoques de remédios.

Os efeitos da onda de calor coincidem com o Ramadã, durante o qual os muçulmanos permanecem em jejum entre o nascer e o pôr do sol. / AFP e REUTERS

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