Número de mortos em Riad chega a 11 e há mais de 100 feridos

Pelo menos onze pessoas morreram no atentado com carro-bomba ocorrido ontem no complexo residencial Al Muhaya, no oeste de Riad, capital da Arábia Saudita. Entre os mortos, há quatro egípcios e quatro libaneses. Os números fazem parte de um novo levantamento divulgado hoje por fontes diplomáticas e autoridades sauditas.Um oficial que não quis se identificar disse à imprensa que entre os mortos há oficiais de segurança, um da Índia e outro do Sudão. O embaixador libanês em Riad afirmou que entre os mortos libaneses há uma mulher, um menino de seis anos e uma menina de quatro anos. Já o embaixador egípcio disse que, entre os mortos de seu país, há um casal e seus dois filhos. O levantamento revela ainda que há mais de 100 pessoas feridas, sendo a maioria formada por crianças e mulheres. Entre os feridos, há três norte-americanos e três canadenses. O complexo residencial era formado por mais de 200 casas, as quais eram ocupadas, em sua maioria, por libaneses. No local habitavam ainda pessoas de origem germânica, francesa e italiana. O atentado aconteceu no mesmo dia em que os norte-americanos fecharam a sua embaixada e seus consulados na Arábia Saudita, diante do alerta da possibilidade de novos atentados terroristas no país. Operação suicida Segundo autoridades sauditas, o atentado ocorrido ontem foi provocado por um carro-bomba em condições semelhantes ao tentado de 12 de maio ocorrido também na cidade de Riad. Naquela ocasião, o atentado foi atribuído à rede de terrorismo Al Quaeda e deixou 35 mortos, entre eles nove homens-bomba. No ataque de ontem, o veículo explodiu ao entrar no complexo. Segundo o proprietário do condomínio, Mohammad Saleh Al Muhaya, o carro-bomba era um jipe da polícia saudita, o qual poderia ter sido roubado. Ainda não se tem certeza sobre o número de terroristas que participaram da operação. Também não há confirmações se, também no atentado de ontem, a responsabilidade seja da rede Al Quaeda.

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