Número de mortos em terremoto na China aumenta para 179

Cidade de 3 mil habitantes na Província de Sichuan teve 95% das casas destruídas pelo tremor de magnitude 7

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2013 | 02h00

Subiu para 179 o número de mortos e para mais de 6,7 mil o de feridos pelo terremoto de magnitude 7 na escala Richter que abalou na madrugada de ontem, a província chinesa de Sichuan, a mesma na qual um sismo de 8 graus causou estimados 85 mil mortos há quase cinco anos.

O terremoto, cujo epicentro se localizou a 13 quilômetros de profundidade, afetou a comarca de Lushan, no centro da província, segundo dados do Centro de Redes Sismológicas da China.

Pelo menos 264 réplicas foram registradas na região, a mais forte delas com intensidade de 5,4 graus.

As cidades mais afetadas até agora foram Longmen e Qingren. Na cidade de Gucheng, que possui 3 mil habitantes, 95% dos edifícios desabaram.

A televisão estatal CFTV transmitiu as primeiras imagens da zona afetada. A maioria dos habitantes havia saído de suas residências e permanecia nas ruas por temer réplicas. Câmeras de segurança nas vias de Yaan, a capital da comarca (com 1,5 milhão de habitantes), mostraram pessoas correndo assustadas, enquanto os pacientes de um hospital eram retirados.

Um morador de Chengdu relatou à agência de notícias chinesa Xinhua que em seu apartamento, situado no 13.º andar, pôde sentir o prédio tremendo durante 20 segundos, enquanto via telhas caindo de edifícios próximos.

Equipes de socorro. Mais de 6 mil soldados do Exército de Libertação Popular e aeronaves da Força Aérea foram enviados à região afetada para participar dos trabalhos de resgate e auxílio às vítimas, informou a divisão militar de Chengdu, a capital de Sichuan.

As autoridades chinesas também foram enviaram à zona afetada equipes da polícia para buscas por vítimas entre os escombros. Pelo menos 47 pessoas foram resgatadas por bombeiros nas primeiras horas após o terremoto.

O presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, pediram às autoridades e equipes de salvamento que não poupem os esforços de atendimento às vítimas.

Na zona afetada não há luz nem água corrente. Muitos edifícios desabaram, entre eles vários nas localidades de Lushan e Longmen.

As estradas ficaram interrompidas por desmoronamentos, o que também dificulta os trabalhos de resgate.

O oeste da China é uma área de frequente atividade sísmica, por ficar na zona de atrito das placas indiana e asiática. Nas últimas semanas vários tremores de menor intensidade na também ocidental província de Yunnan causaram dezenas de feridos. / EFE e AP

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