Número de mortos em terremoto na China sobe para 410

Outras 12 pessoas continuam desaparecidas; bombeiros e soldados trabalham para tentar levar comida e remédios aos afetados

O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2014 | 11h45

PEQUIM - O número de mortos em consequência do terremoto que atingiu o sudoeste chinês no domingo subiu para 410, enquanto 12 pessoas continuam desaparecidas e 2.373 estão feridas, segundo os dados das autoridades atualizados nesta terça-feira, 5.

O tremor de 6,5 graus na escala Ritcher obrigou a sapida de 230 mil pessoas de suas casas, muitas destruídas pelo terremoto, em Ludian, na província sulina de Yunnan, disse o governo local, citado pela agência Xinhua. Cerca de 124 mil casas foram derrubadas e 124 mil ficaram seriamente danificadas.

Dezenas de milhares de policiais, bombeiros e soldados trabalham nesta terça na região para tentar fazer chegar aos sobreviventes comida e remédios, ao mesmo tempo que seguem buscando pessoas que estejam sob os escombros. A chuva que cai desde o terremoto e os deslizamentos de terra posteriores ao tremor complicam os trabalhos de resgate e a chegada de ajuda humanitária.

Muitos sobreviventes seguem esperando a chegada de provisão, enquanto as equipes médicas alertam que alguns feridos que estão sendo tratados em hospitais de campanha necessitam ser transferidos a melhores centros.

Vários caminhos ainda estão interditados e foram formados grandes lagos que inundaram 20 casas na região, afirmou a Xinhua. Segundo as autoridades meteorológicas, são esperadas fortes chuvas para os próximos dias, que podem causar deslizamentos de terra e dificultar ainda mais o trabalho.

Os geólogos também advertiram sobre a possibilidade de fortes réplicas do tremor de domingo, o pior na região em 14 anos. Até a tarde de segunda, a Administração Sismológica da China tinha registrado até 467 réplicas na região, quatro delas de uma magnitude de entre 4 e 4,9 graus na escala Richter.

O governo central anunciou na segunda uma doação de 600 milhões de iuanes (mais de US$ 97 milhões) para trabalhos de resgate, equipamentos médicos e necessidades dos afetados, enquanto enviou aviões e helicópteros para abrir rotas alternativas de transporte de provisões.

Também serão utilizados drones para poder calcular os danos e o estado de residentes em zonas remotas às quais ainda não se chegou. / EFE

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