Moises Castillo/AP
Moises Castillo/AP

Número de mortos em terremoto na Guatemala sobe para 52

Tremor é o pior sofrido no país da América Central desde 1976 e foi sentido nos países vizinhos

estadão.com.br,

08 de novembro de 2012 | 07h57

Texto atualizado às 17h11

SAN MARCOS - O número de mortes causadas pelo terremoto que arrasou a costa da Guatemala na quarta-feira, 7, subiu para ao menos 52. O tremor também deixou vários feridos, 22 pessoas seguem desaparecidas e 1,2 milhões estão desabrigadas após o desmoronamento de moradias no norte do país, informaram autoridades.

A maioria das mortes aconteceu por causa de desabamentos no Estado de San Marcos, uma região montanhosa na fronteira com o México. O terremoto fechou estradas e complicou os esforços de resgate às vítimas.

O presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, ofereceu números atualizados e anunciou que decretou o "estado de calamidade" nos departamentos de San Marcos, Quetzaltenango, Quiché e Huehuetenango, os mais afetados pelo sismo de magnitude 7,2 na escala aberta de Richter.

A medida, que durará 30 dias e que proíbe as concentrações, a livre circulação, espetáculos públicos e porte de armas, permitirá ao governo atender de forma mais rápida a emergência causada pelo terremoto. "Tristemente o número de falecidos aumentou", lamentou o líder em entrevista coletiva oferecida na sede da Coordenadora Nacional para a Redução de Desastres (Conred), no sul da capital guatemalteca.

O governante detalhou que 5.251 pessoas foram afetadas, outras 2.966 tiveram que deixar suas casas e apenas 762 se encontram em abrigos temporários. Além disso, 2.263 casas registram danos e muitas ficaram inabitáveis, assegurou Pérez Molina.

O tremor, o pior no país em 36 anos, também foi sentido no país vizinho El Salvador e no populoso México, onde houve esvaziamento de edifícios, mas sem registro de danos ou vítimas. O epicentro do terremoto foi no mar, 24 quilômetros a sudoeste do povoado portuário de Champerico, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Em San Cristobal Cucho, uma cidade de San Marcos, dez pessoas de uma mesma família morreram soterradas por escombros, disse o bombeiro voluntário Ovidio Fuentes à rádio local. O único sobrevivente foi um adolescente de 17 anos. Autoridades alertaram que o número de mortos pode continuar a subir.

O terremoto de quarta-feira foi o pior sofrido pela Guatemala desde 1976, quando um tremor de magnitude 7,5 causou a morte de cerca de 20 mil pessoas. Desde o terremoto, a Guatemala registrou outros 60 réplicas entre 3,5 e 4,9 na escala Richter. O diretor do Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Metereologia e Hidrologia (Insivumhe), Eddy Sánchez, disse que esses abalos "são positivos" para o processo de "liberação de energia" das falhas sísmicas que provocou o terremoto.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assegurou que a organização está preparada para oferecer assistência às vítimas da tragédia. Países como Estados Unidos e Espanha também se dispuseram a cooperar.

Com Reuters, AP e Efe

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