Número de mortos em terremotos no norte da Itália sobe para 25

A 25ª vítima, uma mulher de 46 anos, morreu depois de ficar em coma desde o dia 29 de maio

Efe,

05 de junho de 2012 | 14h19

ROMA - O número de vítimas fatais dos terremotos que castigaram a região italiana de Emilia Romagna, no nordeste do país, subiu para 25 após a morte de uma mulher em um hospital de Bolonha, informou nesta terça-feira, 5, a imprensa italiana.

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A 25º vítima dos terremotos em Emilia Romagna é uma mulher de 46 anos, que estava em coma desde o dia 29 de maio após ter levado uma forte pancada na cabeça. A mulher faleceu na noite de ontem no Hospital Maior de Bolonha, embora a notícia de sua morte acabou sendo divulgada somente hoje.

A terra segue tremendo em Emilia Romagna, onde inúmeros terremotos foram registrados desde o dia 20 de maio, quando um tremor de 5,9 graus de magnitude na escala Richter provocou a morte de sete pessoas e causou muitos danos materiais.

No dia 29 de maio, outro terremoto, de até 5,8 graus, voltou a castigar a mesma região, agravando ainda mais a situação com 17 mortos, centenas de feridos e mais de 8 mil desabrigados, que se somaram aos 6 mil do abalo anterior.

Outro terremoto, de 5,1 graus, atingiu novamente a região no último domingo, um fato que causou um grande pânico na população.

"Já não conseguimos dormir", explicavam os habitantes da província de Modena à imprensa local. Esta região aparece como os epicentros dos últimos sismos.

Além das 25 vítimas fatais, os terremotos causaram grandes perdas no setor agrícola e industrial da região de Emilia Romagna, uma das mais industrializadas da Itália.

Muitos monumentos e igrejas também foram destruídos pelos terremotos, entre eles a Torre do Relógio da localidade de Novi di Módena, construída no século XVIII, uma das imagens símbolo da destruição causada pelos terremotos.

O Governo italiano, dirigido pelo tecnocrata Mario Monti, aprovou uma série de medidas para ajudar à reconstrução das zonas afetadas pelos terremotos, incluindo um aumento de dois centavos de euro nos impostos da gasolina e deduções fiscais para as empresas que operavam nas zonas do terremoto. Ontem, a Itália viveu um dia de luto nacional pelas vítimas dos terremotos de Emilia Romagna.

 
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