Número de mortos em tiroteio em escola nos EUA sobe para três

Número de mortos em tiroteio em escola nos EUA sobe para três

Adolescente de 14 anos morreu na noite de domingo, dois dias após ser baleada na cabeça por Jaylen Fryberg, seu colega em uma escola de ensino médio no Estado de Washington; em Seattle, a polícia deteve um aluno com coquetel Molotov na mochila

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2014 | 16h26

MARYSVILLE - Uma adolescente de 14 anos ferida por um atirador numa escola de Marysville, em Washington, na sexta-feira, morreu na noite de domingo, 26, elevando o número de mortos no tiroteio para três, incluindo o autor dos disparos, que cometeu suicídio após o ataque. 

Segundo comunicado do hospital onde ela estava internada, Providence Regional Medical Center Everett, os órgãos de Gia Soriano foram doados para transplantes. "Estamos devastados por essa tragédia sem sentido", afirmou sua família, em um comunicado lido em uma entrevista coletiva pela médica Joanne Roberts. "Gia é nossa linda filha e palavras não podem expressar o quanto vamos sentir a sua falta." 


Ainda ontem foram confirmados oficialmente os nomes e as causas das outras duas mortes do tiroteio ocorrido na escola de ensino médio Marysville-Pilchuck, ao norte de Seatlle. Zoe Galasso, também de 14 anos, morreu na sexta-feira logo após ser baleada na cabeça por Jaylen Fryberg, de 15 anos. Após um professor tentar conter o atirador, ele disparou contra sua própria cabeça, mas antes ainda deixou feridos outros três estudantes - dois eram seus próprios primos. Os três continuam internados. Todas as vítimas do atirador compartilhavam uma mesa na cafeteria da escola e lanchavam quando foram surpreendidas pelo atirador.   

No fim de semana, parentes e amigos homenagearam as vítimas com vigílias e flores colocadas na escola. Enquanto isso, uma unida comunidade e reserva indígena vizinha Tulalip lidava com a notícia de que o atirador era um popular membro de uma de suas famílias mais conhecidas. Um conselheiro tribal disse que ninguém conseguia imaginar o que teria motivado Fryberg a cometer o ataque. "Não podemos responder a essa questão", disse Matt Remle, que tem um escritório na escola de Marysville. "Mas estamos tentando encontrar alguma explicação nessa falta de sentido." Várias testemunhas do tiroteio e conhecidos das vítimas citaram como possível motivo uma decepção amorosa do atirador. 

Molotov - Ainda hoje, a polícia de Seattle, a cerca de 50 quilômetros ao sul de Marysville, mantinha em custódia um aluno de uma escola de artes localizada no Seattle Center Armory depois que ele entrou no prédio com um coquetel Molotov na mochila. O prédio foi esvaziado e inspecionado por um esquadrão antibombas e cachorros, mas nenhum outro explosivo foi encontrado. 

Segundo o jornal The Seattle Times, citando o detetive Drew Fowler, o adolescente é aluno da escola que funciona nesse centro e as aulas foram suspensas. A polícia disse acreditar que ele agiu sozinho. "Consideramos a cena aqui segura e sob controle", declarou Fowler ao jornal. / AP   

 


 

 

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