Número de mortos na Argélia chega a mil

Mais de mil pessoas morreram em conseqüência do terremoto que abalou parte da Argélia na noite de quarta-feira e quase 7 mil ficaram feridas, segundo dados oficiais divulgados hoje pelo ministro do Interior, Noureddine Yazid Zerhouni."Esses números não são definitivos", acrescentou ele numa referência à proporção da catástrofe - o maior abalo sísmico no país desde 1980, quando morreram mais de 5 mil pessoas.Equipes de socorro executam um trabalho incessante desde as 19h44 (16h44 de Brasília) da quarta-feira, quando ocorreu o terremoto de 6,7 graus na escala Richter, com epicentro na região de Thenia - 70 quilômetros a leste de Argel. Removem escombros de vários edifícios em busca de sobreviventes. Essa tarefa foi dificultada pelos cortes de energia ocorridos logo após o tremor e pela interrupção nas comunicações - por telefone fixo e também com celulares."O número de feridos cresce a todo instante", disse um porta-voz do corpo de bombeiros de Argel.Na noite de hoje, cerca de 24 horas após o abalo, a agência oficial de notícias APS divulgou que pelo menos 1.092 pessoas morreram e 6.782 ficaram feridas. Uma rádio estatal em língua árabe anunciou um número ainda maior de mortos, 1.225. As autoridades continuam mobilizando médicos e pedindo à população que doe sangue.Dezenas de prédios, muitos deles recém-construídos, desabaram como castelos de cartas, principalmente nas cidades de Bumerdes (mais de 400 mortos) e Ain Taya - localizadas a 50 quilômetros a leste da capital. Nessas cidades, muitas pessoas continuam soterradas.

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