Número de mortos na Faixa de Gaza já passa de 700

O número de mortos na ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, que entrou hoje no 12º dia, já passa de 700, informaram médicos palestinos. A ofensiva lançada em 27 de dezembro do ano passado já deixou 702 pessoas mortas e mais de 3,1 mil feridos, informou o doutor Moawiya Hassanein, chefe dos serviços médicos da Faixa de Gaza. Segundo ele, pelo menos 220 dos palestinos mortos eram crianças.O governo de Israel disse hoje que é bem-vinda a proposta feita pelo Egito e pela França para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas também deu luz verde para seus militares ampliarem as operações no território palestino, em seu assalto contra o grupo islâmico Hamas. Israel disse que precisa garantir que qualquer cessar-fogo irá acabar com o lançamento de foguetes e evitará o rearmamento do Hamas. Já o Hamas pede que os cruzamentos na fronteira da Faixa de Gaza com Israel e o Egito sejam reabertos. O Hamas rejeita o envio de tropas internacionais de paz para a região, algo que está na proposta da França e do Egito. Israel retomou os ataques contra a Faixa de Gaza logo após uma trégua humanitária de três horas que durou até o meio-dia.RetaliaçãoO clérigo xiita Muqtada al-Sadr pediu hoje "operações de vingança" no Iraque contra as forças dos Estados Unidos, como forma de protesto contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. O comunicado do religioso ocorre no momento de crescimento das críticas a Israel, por causa das mortes de civis em Gaza. Al-Sadr também pediu que bandeiras palestinas sejam colocadas em mesquitas, igrejas e prédios no Iraque, como sinal de solidariedade.Os seguidores do clérigo já realizaram protestos contra a ofensiva israelense, iniciada em 27 de dezembro. Porém, para o clérigo, é preciso fazer mais para protestar contra o "silêncio árabe" e os "massacres" cometidos pelo "inimigo sionista" sob "cobertura internacional dos Estados Unidos". Israel argumenta que atacou para interromper os lançamentos de foguetes feitos por militantes do grupo militante islâmico Hamas. Com informações da Associated Press e da Dow Jones.

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