Número de mortos na Síria passa de 2.200, diz ONU

Cerca de 2.200 pessoas já morreram na violência causada pela repressão a manifestantes conduzida pelo regime da Síria, afirmou nesta segunda-feira a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, falando ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

AE, Agência Estado

22 de agosto de 2011 | 12h00

"Até hoje, mais de 2.200 pessoas já morreram desde o início dos grandes protestos em meados de março, com mais de 350 pessoas aparentemente mortas pela Síria desde o começo do Ramadã", afirmou a autoridade. Anteriormente, a ONU estimava o número de mortos em 2 mil.

Nesta segunda-feira, milhares de manifestantes saíram às ruas exigindo a renúncia do presidente Bashar Assad, em um momento em que o líder da Líbia, Muamar Kadafi, parece prestes a perder o poder para um movimento rebelde. "Kadafi já se foi, agora é a vez de Bashar!", afirmavam os manifestantes.

As forças de segurança abriram fogo contra manifestantes na cidade de Homs, centro do país, matando pelo menos uma pessoa, segundo uma testemunha. Há uma revolta popular na Síria há cinco meses contra o governo, que já mandou tanques e francoatiradores para encerrar os protestos.

Em declarações na televisão, Assad disse que pretende realizar reformas em breve, como eleições parlamentares em fevereiro. Porém insistiu que o mal-estar social é manipulado por grupos armados e militantes islâmicos, não por verdadeiros reformistas democráticos. Nesta segunda-feira, a agência estatal síria afirmou que Assad formou uma comissão para abrir caminho para a criação de grupos políticos independentes do Partido Baath, que mantém o monopólio do poder há décadas.

A oposição rechaçou as declarações de Assad, dizendo que suas promessas de reforma perderam a credibilidade enquanto suas forças abrem fogo contra manifestantes pacíficos. Milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades, após a fala do presidente.

Em Hama, no centro do país, homens armados leais ao regime dispararam contra uma manifestação na noite de domingo. Pelo menos duas pessoas morreram. Em Hirak, povoado no sul do país, as forças de segurança dispararam contra manifestantes e feriram quatro pessoas.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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