Mohsin Raza/Reuters
Mohsin Raza/Reuters

Número de mortos em atentado suicida no Paquistão sobe para 72

Dentre as vítimas, há 18 mulheres e 17 crianças. Feridos já são 359 e 20 deles estão em situação crítica

O Estado de S. Paulo

28 de março de 2016 | 08h54

ISLAMABAD - O número de mortos no atentado suicida em um parque da cidade de Lahore, no Paquistão, aumentou nesta segunda-feira, 28, para 72, entre eles 18 mulheres e 17 crianças, enquanto o número de feridos subiu para 359, sendo que 20 deles estão em situação crítica.

"O número total de mortos é de 72 e o de feridos é 359. O alto número de vítimas se deve porque a explosão ocorreu quando o parque estava cheio de famílias", disse o porta-voz policial de Lahore, Qaiser Abbas.

Abbas acrescentou que entre os mortos havia dez cristãos, que eram o alvo do ataque, segundo o grupo insurgente Jamaat-ul-Ahrar, que reivindicou a autoria do atentado. Entre os 359 feridos, 49 são cristãos, segundo a mesma fonte.

Um porta-voz do governo local, Tariq Zaman, disse que 20 dos feridos se encontram em estado crítico e que está previsto para esta segunda-feira a realização dos funerais de algumas das vítimas.

O porta-voz policial afirmou que o suspeito de cometer o atentado suicida é um jovem do sul da província de Punjab, no leste do país, que havia estudado durante anos em uma madrassa, uma escola religiosa islâmica. Seu documento de identidade foi encontrado queimado no local do atentado.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, viajou na manhã desta segunda-feira para Lahore, onde se reunirá com as autoridades da cidade.

O atentado ocorreu no domingo no parque Gulshan Iqbal, nos arredores de uma área de recreação infantil, onde várias famílias passavam o dia.

O grupo Jamaat-ul-Ahrar foi formado após a cisão do principal grupo insurgente do Paquistão, o Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP). "Reivindicamos a responsabilidade pelo ataque contra os cristãos que celebravam a Páscoa", disse o porta-voz do grupo islamita Ehansullah Ehsan ao jornal paquistanês The Express Tribune.

ONU. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o atentado suicida cometido no Paquistão. Em comunicado, ele pediu que "os autores deste ato terrorista atroz sejam levados rapidamente à Justiça" pelo massacre em um popular parque da cidade paquistanesa.

Ban pediu ao governo paquistanês que faça "o possível para tomar medidas de proteção para garantir a segurança pessoal de todas as pessoas, especialmente as comunidades de minorias religiosas que vivem no país". 

Buscas. Autoridades paquistanesas estavam em busca nesta segunda-feira de membros de uma facção do Taleban que declarou lealdade ao Estado Islâmico, após o grupo reivindicar responsabilidade pelo ataque suicida contra cristãos.

A brutalidade do ataque de domingo da facção Jamaat-ur-Ahrar reflete as tentativas do movimento de aumentar sua importância entre os divididos militantes islâmicos do Paquistão.

O ataque foi o mais mortal do país desde o massacre de 134 crianças em dezembro de 2014 em uma academia militar na cidade de Peshawar, que gerou uma grande repressão do governo à militância islâmica. /EFE e REUTERS

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