Número de mortos no Egito já passa de cem

Feridos são 2 mil, segundo autoridades de segurança; população segue desafiando toque de recolher

Agência Estado

29 de janeiro de 2011 | 16h31

Atualizado às 17h30

 

CAIRO - Mais de cem mortos já haviam sido identificados neste sábado, 29, no Egito, como resultado dos protestos que ocorrem no país desde a terça-feira em favor da renúncia do presidente Honsi Mubarak, no poder há quase 30 anos.

 

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Segundo as autoridades de segurança do país, outras 2 mil pessoas ficaram feridas nos protestos, que incluíram confrontos violentos com a polícia no Cairo e em outras importantes cidades do país, como Alexandria e Suez.

Mubarak dissolveu o gabinete, nomeou um primeiro-ministro - a quem deu a tarefa de formar um novo governo - e um vice-presidente, o primeiro em seus quase 30 anos de mandato.

 

Mesmo assim, a população não deixou as ruas e, apesar do toque de recolher instaurado pelo governo, segue enfrentando as forças de segurança.

 

Os distúrbios, batizados de "Dia da Fúria" por alguns ativistas na internet, foram inspirados na "Revolução do Jasmim", que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, há duas semanas. No Iêmen e na Jordânia também foram registradas manifestações.

 

 

Colaborou Jamil Chade

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