Número de mortos pelo calor é de quase 900 na França

A onda de calor que assola a França já provocou quase 900 mortes em todo o país (867, segundo cálculos de diversas instituições médicas e hospitalares), forçando o governo, finalmente, a reconhecer a existência de uma crise de saúde pública.No início desta noite, o primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin pediu aos prefeitos dos departamentos da região da Île de France para ativarem o Plano Branco, a fim de mobilizar todos os meios hospitalares disponíveis na região. As vítimas mortas pelo calor, na maioria, são pessoas idosas, muitas já doentes.Os serviços de pronto-socorro não têm capacidade para atender à demanda, o mesmo ocorrendo com as ambulâncias. A gravidade da situação levou a Cruz Vermelha a oferecer colaboração. Seus funcionários têm participado dos atendimentos de primeiros socorros, mas a entidade nem sempre está em condições de oferecer um serviço médico ideal. Também os enfermeiros do Exército estão sendo mobilizados e conduzidos aos hospitais da região parisiense.O ministro da Saúde, Jean-François Mattei, reconhece a crise excepcional provocada pelo calor, mas nega negligência do governo - apesar de ele mesmo estar em férias e ter sido surpreendido pela crise. As críticas contra as autoridades são cada vez mais contundentes, pela demora de providências. O serviço de meteorologia anuncia uma queda importante de temperatura a partir de amanhã, cerca de 10 graus em Paris e sua região, oscilando entre 29 e 30 graus na região norte do país, mas no sul, a temperatura se manterá como nos dias anteriores, com máxima de 40 graus.

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