Número de mortos por cólera no Zimbábue ultrapassa 1.100

OMS afirma que, se epidemia não for contida, casos da doença podem chegar a 60 mil no país de Mugabe

Agências internacionais,

18 de dezembro de 2008 | 08h35

A epidemia de cólera no Zimbábue continua a se espalhar e já matou 1.111 pessoas entre os 20.581 casos registrados desde agosto, informou a Organização das Nações Unidas nesta quinta-feira, 18. A Organização Mundial de Saúde acredita que o número de casos pode chegar a 60 mil se a epidemia não for contida.  Os novos dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês), incluíam um novo surto na cidade de Chegutu, em Mashonaland Ocidental, a leste de Harare, onde mais de 378 casos e 121 mortes foram registrados, informou o órgão em comunicado. Acredita-se que a epidemia de cólera iniciada em agosto se alastrou por causa da precariedade do sistema de saúde e da infra-estrutura de saneamento básico no país africano.  Antes um dos mais prósperos países africanos, o Zimbábue tem uma hiperinflação de quase 1 trilhão por cento ao ano e seu Estado é incapaz de fornecer serviços básicos. O surto de cólera é visto como mais uma prova da incapacidade do Estado em exercer suas funções essenciais. O impasse político persiste, funcionários públicos estão com salários atrasados e a oferta de alimentos vem minguando.  A epidemia ampliou a pressão pela saída do presidente Mugabe do poder, e os países ocidentais reforçaram os pedidos pela sua renúncia. O líder do partido governista sul-africano, Jacob Zuma, apoiou nesta quinta o esforço diplomático para encerrar o impasse político no Zimbábue, mas rejeitou qualquer possibilidade de mandar tropas ao vizinho. Mugabe concordou em dividir o poder com o líder opositor Morgan Tsvangirai em setembro, elevando as expectativas de acordo, mas as negociações pela divisão dos Ministérios emperrou as conversas.

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