Número de mortos por naufrágio do Costa Concordia sobe para 15

Os corpos de 2 mulheres são encontrados em parte submersa do navio; retirada do combustível deve começar hoje

ILHA DE GIGLIO, ITÁLIA, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2012 | 03h04

Os mergulhadores que vasculham o cruzeiro que naufragou no dia 13 a noroeste da Itália encontraram ontem 2 corpos na parte submersa, elevando para 15 o número oficial de mortos na tragédia. As vítimas, duas mulheres, foram encontradas próximo ao cybercafé do deck 4, andar para o qual os passageiros foram encaminhados durante a operação de retirada do Costa Concordia, após o navio ter encalhado diante da Ilha de Giglio. Dezessete pessoas estão desaparecidas.

Ontem, foi reconhecido o corpo da italiana Maria Dintrono, de 30 anos, elevando a nove o número de vítimas identificadas. A Hungria rebateu a hipótese de que uma cidadã do país viajava clandestinamente no navio.

O chefe da Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, afirmou ontem que não há risco de que a embarcação deslize para águas profundas. Hoje, deve começar a retirada das 2,38 mil toneladas de combustível armazenadas no navio, cujo possível vazamento representa uma ameaça de desastre ecológico. A operação deve demorar 28 dias caso não seja interrompida. Uma mancha foi detectada a 300 metros do navio. O material, porém, não seria seu combustível, mas um óleo considerado "leve".

Bruno Leporatti, advogado do capitão Francesco Schettino - acusado de homicídio culposo (não intencional) múltiplo, naufrágio e abandono de navio - disse que o teste toxicológico de seu cliente deu negativo para álcool e drogas.

A seguradora alemã Hannover Rueck, que atende a Costa Cruzeiros, afirmou ontem que a indenização mínima à empresa será de 30 milhões. Não estão incluídos custos da compensação às vítimas e seus parentes.

O prejuízo total do naufrágio é estimado por especialistas entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. / AP e EFE

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