Simon Baker/Reuters
Simon Baker/Reuters

Número de mortos por terremoto na Nova Zelândia sobe a 145

Primeiro-ministro, John Key, acredita que essa é a maior tragédia da história do país; 226 pessoas continuam desaparecidas

Efe,

26 de fevereiro de 2011 | 04h06

SYDNEY - A Nova Zelândia elevou neste sábado, 26, a 145 o número de mortos pelo terremoto de 6,3 graus de magnitude na escala Richter que atingiu na terça-feira a cidade de Christchurch, já com pouca esperança de encontrar sobreviventes entre os 226 desaparecidos.

 

Várias réplicas do terremoto derrubaram a fachada de dezenas de edifícios, e as equipes de resgate confundiram os gritos de um possível sobrevivente sob as ruínas com o miado de um gato, indicou o chefe das equipes de resgate, Russell Gibson.

Gibson afirmou que, apesar de a tragédia ter sido há cinco dias, ainda acredita em um milagre, "e a Nova Zelândia o merece".

 

O primeiro-ministro neozelandês, John Key, visitou o "marco zero" em Christchurch e anunciou que todo o país respeitará dois minutos de silêncio em memória das vítimas na próxima terça-feira, quando se completará uma semana do tremor.

"Sem dúvida é a maior tragédia de nossa história", disse Key.

 

O chefe da Polícia do condado de Canterbury, Dave Cliff, declarou à imprensa local que 145 corpos foram recuperados por enquanto, e que não esperam encontrar mais corpos nas próximas horas.

As autoridades esperam que o saldo de mortes se eleve pouco a pouco, já que muitas vítimas estão debaixo de montanhas de escombros e metal retorcido pelo terremoto.

 

"Precisam entender que devem se preparar para o pior. Isto não irá se normalizar em poucos dias", lamentou, dirigindo-se às famílias dos desabrigados, o prefeito de Christchurch, Bob Parker.

 

Cinco dias depois da tragédia, a provisão elétrica se restabeleceu em quase todos os distritos, mas a maioria dos habitantes continua sem água potável e se sustenta com a ajuda dos serviços de emergência.

 

Cerca de 800 banheiros químicos foram espalhados pelos bairros com os encanamentos destruídos para evitar a propagação de doenças, enquanto os engenheiros indicaram que um terço da área metropolitana deverá ser posto a baixo para evitar mais desmoronamentos.

 

As equipes de resgate não detectaram nenhum sinal de vida desde a quarta-feira, 24 horas após o tremor.

Até 120 pessoas podem estar sepultadas dentro da sede da emissora local CTV, entre elas 60 estudantes e professores de uma escola de idiomas.

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