Brett Phibbs/ AP
Brett Phibbs/ AP

Número de mortos por tsunami no Pacífico passa de 150

Centenas de pessoas seguem desaparecidas após paredes de água de até 6 metros dizimarem vilas

Efe,

01 de outubro de 2009 | 10h05

As equipes de resgate continuaram as buscas por centenas de pessoas desaparecidas após o tsunami que arrasou aldeias litorâneas dos arquipélagos de Samoa e Tonga, no Pacífico Sul, causando pelo menos 153 mortes.

 

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Imagens de TV mostraram casas partidas ao meio, carros no mar ou em cima de árvores, barcos de pesca virados na praia. As ondas de até 6 metros atingiram as ilhas 15 minutos após um terremoto de 8,3 graus na escala Richter. Em Apia, a capital, e em outras localidades de Samoa Ocidental, a polícia e voluntários removem a lama, destroços e escombros, para encontrar cadáveres ou sobreviventes do desastre.

 

As autoridades de Samoa acreditam que o número de vítimas continuará crescendo na medida que as equipes inspecionem a costa sudeste de Upolo, a segunda maior ilha de Samoa e que tinha vários complexos hoteleiros distribuídos por cerca de 70 aldeias, totalmente destruídas pelo terremoto e posterior tsunami. "Os três maiores hotéis daquela zona estão completamente destruídos", disse Nynette Sass, do Comitê Nacional de para a Gestão de Desastres, à Rádio Nova Zelândia.

 

Em paralelo à busca de vítimas, os voluntários da Cruz Vermelha samoana receberam o reforço de especialistas e pessoal de saúde que chegaram a Ápia a bordo dos dois primeiros aviões fretados pelo governo da Austrália, e uma equipe de legistas enviada pela Nova Zelândia para participar da identificação dos cadáveres. "Faltam médicos, cirurgiões e auxiliares de enfermaria, e também sangue para atender ao elevado número de feridos", disse o doutor Ben Makalavea, do hospital geral de Ápia.

 

O primeiro-ministro samoano, Tuila'epa Sailele Malielegaoi, em um percurso pelas áreas mais devastadas em Upolo, se defendeu das críticas de que seu governo não alertou com tempo suficiente sobre que um tsunami se aproximava.

 

O país mais afetado foi Samoa Ocidental, com 110 mortos, seguido da Samoa Americana, com 34 vítimas, e de Tonga, com outras nove, indicaram fontes oficiais citadas pela imprensa local. Segundo dados da Cruz Vermelha samoana, o número de desabrigados é de 32 mil, das quais cerca de 3 mil perderam suas casas.

 

O primeiro terremoto derrubou vários edifícios, mas o posterior impacto de ondas gigantes de até seis metros de altura, que levaram pela frente casas e carros, foi muito pior. As imagens de televisão mostram cidades inteiras reduzidas a escombros, casas reduzidas a pedaços de madeira e metal, e veículos pendurados das árvores. A potência do tsunami foi tamanha que fez desaparecer várias ilhas do arquipélago de Niue, outra nação insulana de baixa latitude e muito ameaçada por estes fenômenos.

 

Na Samoa Americana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou o território como área de catástrofe e acelerou o envio de vários aviões e navios militares para despachar ajuda às cerca de 2,2 mil pessoas que perderam suas casas, e atender os feridos. As ruas de Pago Pago, capital da Samoa Americana, continuavam cheias de automóveis tombados e escombros de edifícios dertruídos ou danificados, mas o saque de comércios tinha parado.

 

O governo de Tonga indicou que cerca de 90% das casas da ilha de Toputapu, onde moravam cerca de mil pessoas, tinham sido destruídas. Toputapu fica mais perto de Samoa Ocidental do que da maior ilha de Tonga, Tongatapu.

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