Número de mortos por tufão nas Filipinas deve passar de mil

Segundo as autoridades, cerca de 400 pessoas seguem desaparecidas e aproximadamente 250 mil ficaram desabrigadas

NOVA BATAN, FILIPINAS, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2012 | 23h49

As autoridades das Filipinas afirmaram ontem que o tufão Bopha, que devastou o sul do país na terça-feira, pode ter sido uma das mais mortíferas tempestades do gênero a atingir o arquipélago nos últimos tempos. Até ontem, os socorristas haviam encontrado 477 corpos e cerca de 400 pessoas continuavam desaparecidas. Teme-se que o número de mortos supere mil. Há 250 mil desabrigados.

Segundo os serviços de socorro, 258 cadáveres foram encontrados na costa leste da Ilha de Mindanao - onde três municípios ficaram completamente destruídos - e 191 nas proximidades das cidades de Nova Batan e Monkayo, uma região montanhosa com muitas minas de ouro, propícia para deslizamentos de terra. Mais 17 pessoas morreram em Mindanao e 9 em outras localidades do arquipélago, afirmou a Defesa Civil de Manila.

"Dentro de uma semana, tenho certeza de que o cheiro da morte obrigará os sobreviventes a escapar da cidade", disse o soldado Francisco Macalipay, que participava ontem das buscas em Nova Batan. As autoridades temem que a umidade aliada à decomposição dos corpos e a dificuldade de deslocamento, causada pelas estradas bloqueadas por deslizamento,possam favorecer a ocorrência de epidemias.

Com ventos de até 210 km/h, o tufão Bopha - ou Pablo, como os filipinos o chamam - devastou um quarto das plantações de banana do arquipélago, que é o terceiro maior exportador mundial da fruta. Cerca de 10 mil quilômetros quadrados de campos desse cultivo foram destruídos, dos 42 mil existentes no país.

"As Nações Unidas estão prontas para prover assistência humanitária e mobilizar ajuda internacional (para assistência às vítimas do tufão)", declarou ontem Martin Nesorky, porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O governo filipino pediu ajuda da Organização Internacional de Migrações, com sede na Suíça, para a construção de abrigos provisórios para os sobreviventes. As autoridades do país enviaram barcos carregados com alimentos e equipes de resgate para Mindanao. Muitas das vítimas são migrantes pobres, atraídos a Nova Batan e Monkayo para trabalhar nas minas de ouro. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.