seeseehundhund/Pixabay
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Número de nascimentos nos EUA é o menor em 35 anos e pode ser mais afetado por covid-19

Taxa de natalidade americana diminuiu principalmente depois da crise de 2008; especialistas indicam que períodos de declínio econômico levam os casais a adiar planos

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2020 | 03h47

WASHINGTON - Os nascimentos nos Estados Unidos chegaram ao nível mais baixo em três décadas e meia em 2019, anunciou o Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS, na sigla em inglês) na quarta-feira, 20. De acordo com o órgão, há uma "redução de bebês" em curso, que deve piorar em meio à pandemia do novo coronavírus

Em 2019, nasceram 3,75 milhões de bebês no país, 1% a menos do que no ano anterior e o menor número desde 1985. A taxa de natalidade americana diminuiu principalmente depois da crise de 2008. Os especialistas indicam que os períodos de declínio econômico levam os casais a adiar planos.

Com mais de 30 milhões de empregos destruídos, pelo menos temporariamente, devido à paralisação das atividades para evitar a propagação da covid-19, a geração do Milênio, que alcançou a maioridade durante a Grande Recessão e agora está no pico de sua vida reprodutiva, pode atrasar o começo ou a expansão de uma família.

Segundo o NCHS, as taxas de natalidade em 2019 diminuíram para quase todos os grupos de mulheres menores de 35 anos, mas aumentaram para as de 40 anos. Enquanto isso, a taxa de natalidade para adolescentes de 15 a 19 anos diminuiu 5%. 

A redução é oposta à ocorrida nos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial, um período no qual os Estados Unidos viveram uma considerável prosperidade econômica. Os que retornaram da guerra geraram uma explosão de nascimentos, o que deu lugar aos "baby boomers" - como são denominados os nascidos entre 1946 e meados da década de 1960. 

As novas cifras publicadas na quarta-feira representaram o quinto ano desde 2014 de diminuição no número de nascimentos nos Estados Unidos. Os dados também mostraram que a taxa de fertilidade total, ou o número de nascimentos que uma mulher teria durante a vida, caiu para 1,7. / AFP

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