Número de palestinos mortos em ataques de Israel chega a 18

Israel lançou uma bomba de 250 quilogramas sobre uma casa na Faixa de Gaza nas primeiras horas desta quarta-feira em uma tentativa de assassinar ativistas foragidos do grupo islâmico Hamas, mas provocou a morte de nove civis, todos integrantes de uma mesma família. O bombardeio também feriu outras 37 pessoas.Militantes do Hamas confirmaram que líderes do grupo foram feridos na explosão e isolaram a unidade de terapia intensiva de um hospital de Gaza onde sete pessoas estavam internadas em condições críticas de saúde, três delas atingidas no ataque.De acordo com o exército israelense, o comandante do braço armado do Hamas e número de lista de homens mais procurados por Israel, Mohammed Deif, está entre os feridos. Integrantes do grupo disseram que Deif sofreu escoriações superficiais.Em outros pontos de Gaza, pelo menos nove palestinos foram mortos em quatro incidentes separados, incluindo ataques de tanques israelenses e um tiroteio. O bombardeio contra a casa e a morte de um casal e sete de seus filhos deve intensificar as críticas da comunidade internacional contra Israel. A Organização das Nações Unidas (ONU) já se queixou do uso desproporcional da força empregado na ofensiva israelense contra Gaza.Comandantes israelenses alegaram dispor de informações segundo as quais líderes do Hamas estariam reunidos na casa.O imóvel de dois pisos desabou ao ser atingido pela bomba de 250 quilogramas lançada por um avião israelense. Diversas pessoas ficaram presas sob os escombros.A casa pertencia a um professor da Universidade Islâmica da Cidade de Gaza simpático ao Hamas, Nabil Abu Salmiyeh. Segundo fontes hospitalares, Abu Salmiyeh, sua esposa e sete dos nove filhos do casal morreram no ataque. Equipes de resgate procuram por quatro pessoas consideradas desaparecidas e possivelmente presas sob os escombros. As crianças mortas tinham entre quatro e 18 anos.Porta-vozes israelenses insistiram que líderes do Hamas estavam reunidos na casa de Abu Salmiyeh e acusou o grupo de usar civis como escudo.Por sua vez, um porta-voz do braço armado do Hamas, usou uma linguagem dura, empregada normalmente quando são mortos importantes líderes da organização. "Faremos os líderes do regime sionista lamentar esse crime nazista", disse Abu Obeideh, o porta-voz.

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