Número de prostitutas cai abaixo de 1.000 na Suécia

O número de prostitutas caminhando nas ruas da Suécia caiu 25%, mostra pesquisa divulgada hoje, atribuindo o declínio a uma lei tornando ilegal o pagamento, mas não a venda, de sexo no país.Cerca de 2.500 mulheres ofereciam seus serviços sexuais nas ruas de várias cidades suecas, incluindo a capital, Estocolmo, antes que a lei fosse adotada, em 1999. Agora, diz Sven-Axel Maansson, professor de Sociologia na Universidade de Goteborg, o número de profissionais ativos ? homens e mulheres - caiu para algo em torno de 500 a 1.000.?É evidente que a prostituição de rua reduziu-se desde então, mesmo que a informação sobre o número de prostitutas não seja exato?, ele diz.Segundo Maansson, sua pesquisa, realizada este mês e baseada em entrevistas e estatísticas da polícia e assistentes sociais, também mostrou que as prostitutas ainda nas ruas são viciadas em narcóticos, incluindo heroína.Os suecos são geralmente tolerantes com sexo, mas tornaram o ato de comprar sexo ilegal como uma forma de proteger as mulheres. A Suécia não tem zonas de meretrício e os bordéis são ilegais. A polícia sueca persegue aqueles que pagam por sexo, mas não os que vendem. Qualquer um preso por tentar comprar sexo pode ser sentenciado a uma pena de seis meses de prisão mais multas, que serão proporcionais à sua renda anual.Outro efeito da lei é um ligeiro decréscimo no número de prostitutas estrangeiras.?Na Dinamarca, a situação é completamente diferente. Lá, as autoridades estão preocupadas com o grande números de mulheres que cruzam as fronteiras, algumas por iniciativa própria outras trazidas por exploradores do comércio do sexo?, diz Maansson. E há muito mais prostitutas com problemas de drogas, embora apenas 10% sejam consideradas viciadas.De acordo com o sociólogo, o número de prostitutas na Dinamarca multiplicou-se na última década, de cerca de 1.600, em 1989, para cerca de 6.000 hoje, metade delas do exterior.Na Dinamarca, uma lei discriminalizando a prostituição entrou em vigor em 1999. A legalização veio depois de décadas durante as quais as autoridades, silenciosamente, toleraram a venda de serviços sexuais. A prostituição é considerada um problema social pelos dinamarqueses, e não policial.O jornal diário do Conselho Nórdico diz que os países nórdicos são um mercado potencial para a indústria do sexo do Leste Europeu, tornando necessária uma maior cooperação entre eles. De acordo com a polícia sueca, há cerca de 200 a 500 prostitutas do Leste Europeu no país e prevê-se que o número esteja aumentado.

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