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Número dois da diplomacia americana reúne-se com Irmandade Muçulmana

Departamento de Estado pretende contribuir com a transição de governo no Egito

O Estado S. Paulo,

05 de agosto de 2013 | 09h34

CAIRO - O secretário de Estado adjunto norte-americano, William Burns, encontrou-se nesta segunda-feira com Khairat el-Shater, um graduado líder na Irmandade Muçulmana, como parte dos esforços de mediação para encerrar o impasse entre o atual governo egípcio, apoiado pelo Exército, e islamistas partidários do presidente deposto Mohammed Morsi.

Funcionários do governo disseram que Burns reuniu-se na prisão el-Shater e teve a companhia dos ministros de Relações Exteriores do Catar e dos Emirados Árabes Unidos, assim como de um enviado a União Europeia (UE). El-Shater é acusado de cumplicidade no assassinato de manifestantes contrários a Morsi. Burns e os outros diplomatas estão no Egito como parte de um esforço internacional para encerrar o impasse entre os partidários de Morsi e o governo instalado pelos militares após o golpe que derrubou o ex-presidente.

Os funcionários do governo não disseram por que Burns e os demais diplomatas visitaram el-Shater, que, acredita-se tenha sido a fonte do verdadeiro poder durante o primeiro ano de Morsi no cargo, juntamente com o lide espiritual da Irmandade, Mohammed Badie. A visita de Burns a el-Shater foi autorizada previamente por um promotor já que ele, Badie e outros quatro líderes do grupo aguardam julgamento por acusações relacionadas ao assassinato de oito manifestantes do lado de fora da sede da Irmandade no Cairo, horas depois de milhões de egípcios terem tomado as ruas no dia 30 de junho, para exigir a queda de Morsi. O julgamento foi marcado para 25 de agosto. Badie está desaparecido.

A visita aconteceu depois de o mais alto organismo de segurança do Egito, o Conselho Nacional de Defesa - que é liderado pelo presidente interino e inclui graduados ministros de gabinete - ter anunciado que o prazo para uma resolução negociada para o impasse deve ser "definido e determinado".

No domingo, Burns reuniu-se com o ministro da Defesa, general Abdel-Fatah el-Sissi, que liderou o golpe de 3 de julho, e com o primeiro-ministro.  O Departamento de Estado informou que Burns discutiu a importância de se evitar a violência e de promover um processo inclusivo "que ajude na transição em curso no Egito". /AP

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