NY espera furacão Sandy e interrompe metrô e ônibus

A cidade de Nova York entrou em estado de alerta em razão da chegada do furacão Sandy e deve suspender a partir das 19 horas de hoje (21 horas de Brasília) a circulação de linhas de metrô, trens e ônibus. O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, pediu para as pessoas evitarem os parques e áreas abertas a partir deste domingo e até para estocarem alimentos básicos.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, Agência Estado

28 de outubro de 2012 | 15h01

A expectativa inicial é de que o transporte público da cidade só volte totalmente ao normal na quarta-feira. A tempestade Sandy deve chegar em Nova York amanhã à tarde ou no início da terça-feira, mas o alerta do National Hurricane Center destaca que o tempo pode piorar muito já a partir deste domingo. O dia amanheceu nublado neste domingo e com ventos fortes.

O governador do Estado de Nova York, Andrew M. Cuomo, declarou que não é seguro operar trens em meio a ventos de alta velocidade e também quer evitar que as pessoas se desloquem pela cidade após o National Hurricane Center avisar que o furação Sandy deve vir mais forte e pode trazer "ameaça a vida", principalmente em razão das enchentes "recordes" que pode causar na costa do Atlântico. Também há previsão de chuvas torrenciais.

Em Nova York, o serviço de trens e metrôs começa a ser interrompido hoje a partir das 19 horas, no horário local. Algumas linhas de trens serão fechadas a partir das 21 horas. O governandor Cuomo declarou que, conforme a velocidade que os ventos alcançarem, as pontes que ligam a ilha de Manhattan a outras regiões da cidade, como Brookling e Quens, podem ser fechadas. As autoridades também já alertaram para a possibilidade de fechamento de aeroportos, cancelamento e atrasos de voos.

Além de interromper os transportes, as aulas em escolas públicas próximas às regiões de maior risco serão suspensas a partir da segunda-feira. A população de alguns locais, como Coney Island e Battery Park City, foi evacuada de regiões de maior risco de enchentes. Cerca de 380 mil pessoas devem deixar suas residências na tarde de domingo.

Segundo o New York Times, fechar o sistema de transporte por dois dias úteis é algo sem precedentes na cidade quando se fala em ameaças de tempestade e furacões. Até agora, a pior delas foi a tempestade Irene, em agosto de 2011, que fez o metrô ficar fechado por um dia útil e causou prejuízos de US$ 65 milhões para seguradoras. A expectativa é de que o Sandy provoque estragos piores.

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