NY tem dia de protesto em área próxima ao Marco Zero

Centenas de pessoas foram às ruas neste domingo para se manifestar contra ou a favor da proposta de se construir um centro islâmico próximo ao Marco Zero, em Nova York, local onde ficava o World Trade Center. Uma multidão de manifestantes contrários à ideia protestou perto de barreiras policiais a três quarteirões do Marco Zero, área próxima ao lugar onde seria construída uma mesquita e um centro cultural islâmico.

AE-AP, Agência Estado

22 de agosto de 2010 | 17h41

O bombeiro do Brooklyn Steve Ayling afirmou que as pessoas que pretendem realizar o projeto são as mesmas "que derrubaram as torres gêmeas". Aqueles que são contra a proposta dizem que se trata de uma ideia insensível e desrespeitosa com as famílias das vítimas do 11 de setembro. Na mesma região da cidade, centenas de pessoas que apoiam a construção da mesquita entoaram frases como: "Islâmicos são bem-vindos aqui. Dizemos não ao temor racista."

O Imã Feisal Abdul Rauf, líder muçulmano idealizador do plano de construir o centro islâmico, afirmou que a atenção recebida pela polêmica é positiva e espera que ela proporcione um conhecimento maior sobre a questão. "Tenho esperança de que as pessoas compreendam melhor", disse, em encontro na residência do embaixador dos Estados Unidos no Barém, país do Golfo Pérsico. Ele não detalhou sua opinião.

O projeto de US$ 100 milhões foi proposto pela instituição de Rauf, a Cordoba Initiative (que busca promover melhores relações com os muçulmanos) e modelado pela Associação Cristã de Homens Jovens (YMCA) e pelo Centro da Comunidade Judaica. O plano inclui a mesquita, uma piscina, uma academia, um auditório e outras instalações.

Recentemente, o presidente Barack Obama defendeu que os muçulmanos têm o direito de construir um centro islâmico em Nova York por uma questão de liberdade religiosa. Mas também disse que não assumiria uma posição pró ou contra sua construção. O prefeito de Nova York, Michael

Bloomberg, apoiou a mesquita, dizendo que se trata de um teste sobre a separação entre igreja e Estado.

Os protestos neste domingo coincidiram com uma corrida anual de motocicletas realizada por um grupo que levanta fundos para socorristas do 11 de setembro. As informações são da Associated Press.

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