NY vive clima de guerra após atentados

A ilha de Manhattan está em comoção. Na Union Square, no Village, pessoas ergueram um monumento improvisado às vítimas do ataque terrorista. Americanos e turistas põem cartazes no chão, onde as pessoas escrevem mensagens de solidariedade. Entre as pessoas, estava Brenda Steere, 63 anos, diretora de arte aposentada. Ela chorava e disse que se sentia em meio de uma guerra."Agora dá para entender como os judeus devem viver em meio a todos os ataques terroristas no Oriente Médio", afirmou. Brenda é judia. Ela disse que se sente triste ao ver que as torres gêmeas não mais estão em seu lugar.Quando da construção do World Trade Center, ela trabalhava na rua atrás do complexo financeiro. "Mas a vida continua. Não podemos deixar que os terroristas nos amedrontem, ao ponto de ficarmos dentro de casa, dando a vitória a eles", afirmou.A vida retornou parcialmente à normalidade em Nova York, mas apenas acima da rua 14. Desta rua até o extremo sul da ilha, o trânsito está interrompido. Uma multidão está aglomerada em frente ao hospital Saint Vincent, na esquina da rua 11 com a 7ª Avenida, fazendo fila para doar sangue, alimentos, roupas e água. Há também muita gente se apresentando como voluntário. O transporte público funciona parcialmente em Manhattan. Algumas linhas de metrô, como a 2, 3 e C, não estão funcionando. Todas as estações do sul de Manhattan, que inclui o distrito financeiro, estão fechadas. Os trens vindos do Brooklin não param nestas estações. Uma das estações mais movimentadas era de Courtland Street, justamente a do subsolo do WTC.

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