NYT e 4 agências do banco Chase recebem cartas com pó branco

Quatro agências do banco Chase em Phoenix e a sede do jornal The New York Times, em Nova York, receberam na quarta-feira envelopes contendo um pó branco suspeito. Desde segunda-feira, já são mais de 45 casos em 11 Estados. "A maioria das cartas contém uma substância em pó com uma comunicação ameaçadora", disse Richard Kolko, porta-voz do FBI (polícia federal) dos EUA. Nenhuma substância nociva foi ainda identificada, mas outros exames estão sendo realizados. Kolko disse que "certamente há um fio comum" unindo as cartas enviadas aos bancos, o que indica que elas vieram do mesmo grupo ou do mesmo autor. Em geral, todos os alvos são ligados ao setor financeiro. O porta-voz disse que uma sucursal da Corporação Federal de Depósito de Seguros, na região de Dallas, também recebeu uma carta suspeita. Mas Kolko disse que não está tão claro se essas cartas têm relação com o pacote enviado ao New York Times. Uma assessora de imprensa do jornal disse que a polícia foi acionada depois que um empregado do 13o andar abriu uma carta suspeita que fora destinada à empresa. "Uma substância granular branca estava no envelope. A polícia de Nova York foi acionada, e agora está no local investigando", disse nota do jornal, acrescentando que parte do saguão foi interditado e que ninguém precisou ser hospitalizado. "As pessoas podem entrar e sair do prédio. A substância será testada", disse a assessora. Tampouco em Phoenix houve necessidade de atendimento médico, segundo o Corpo de Bombeiros da cidade. O FBI, o Departamento de Inspeção Postal dos EUA e autoridades locais estão investigando as cartas, recebidas por agências bancárias de Arizona, Califórnia, Colorado, Geórgia, Illinois, Nova Jersey, Nova York, Ohio, Oklahoma, Texas e Washington (capital). Na semana passada, o JPMorgan Chase, alvo das cartas na quarta-feira, ultrapassou o Citigroup como maior banco dos EUA, depois de adquirir "espólios" do sistema financeiro em ruínas. Kolko disse na terça-feira que não há indícios de qualquer correlação entre as cartas e a crise financeira atual. (Reportagem adicional de Michelle Nichols, em Nova York, David Schwartz, em Phoenix)

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