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O avanço populista no novo Parlamento Europeu

Blocos nacionalistas crescerão de 156 para 173 deputados, segundo projeção do 'Financial Times', sem contar os representantes de partidos novos

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2019 | 03h00

A eleição para o Parlamento Europeu, que começa quinta-feira, deverá trazer um avanço significativo aos partidos da direita nacional-populista. Os blocos nacionalistas crescerão de 156 para 173 deputados, segundo projeção do Financial Times, sem contar os representantes de partidos novos, como o espanhol Vox.

A maior incógnita – e maior surpresa – virá do Reino Unido, obrigado a participar da votação enquanto a situação do Brexit permanece indefinida. Incógnita porque, se confirmada a saída da União Europeia (UE), o número de deputados no Parlamento cairá de 751 para 705. Surpresa porque o partido do Brexit, de Nigel Farage, lidera as pesquisas, à frente de trabalhistas e conservadores.

Os partidos de centro encolherão de 525 para 469 deputados, apesar de preservarem a maioria. Perderão cadeiras tanto social-democratas (189 para 143) quanto conservadores (217 para 169). Crescerão liberais (68 para 100) e ecologistas (51 para 57). A tabela mostra as votações esperadas dos principais partidos nacionalistas ou de extrema direita.

EUA

Bannon quer contrapeso da direita a ONG de Soros

Engajado na campanha dos populistas nas eleições europeias, Steve Bannon, o ex-estrategista-chefe de Donald Trump, pretende criar uma organização continental que funcione como um contrapeso da direita à Open Society, de George Soros. Planeja estabelecer a sede da entidade no antigo mosteiro de Trevulsi, perto de Roma. A ideia é criar uma rede de profissionais jovens que dissemine ideias nacionalistas pela imprensa, pela academia e pelo governo.

EPIDEMIA

Met recusa dinheiro de família que lucra com opiáceo 

O Metropolitan Museum, em Nova York, decidiu recusar novas doações da família Sackler, que dá nome à ala onde foi reconstruído um templo do Egito antigo. Os Sacklers são donos da Purdue, empresa farmacêutica acusada de disseminar o vício em oxicodona, opiáceo responsável pela epidemia que reduziu a expectativa de vida dos americanos. Guggenheim e Tate Modern, em Londres, também querem distância do dinheiro da família.

ECONOMIA

Mercado vê Uber como pior IPO da história

Antes de abrir seu capital, o Uber chegou a ser avaliado em US$ 120 bilhões. Na sexta-feira, valia US$ 71,3 bilhões. Só no dia da oferta pública inicial de ações (IPO), os investidores perderam US$ 655 milhões. Aqueles que apostaram na empresa, entre 2016 e 2018, queimaram US$ 2,3 bilhões, e 81% dos quase US$ 30 bilhões levantados na bolsa resultaram em prejuízo para quem comprou ações. Foi, pelos relatos do mercado, o pior IPO da história.

COLONIALISMO

Livro denuncia atuação da Heineken na África

O jornalista holandês Oliver van Beemen acusa, no livro Heineken in Africa, a cervejeira Heineken de evasão fiscal, cumplicidade em corrupção, abusos sexuais e violações de direitos humanos nos países africanos. Resultado de seis anos de investigação no continente e embasado em farta documentação, o livro despertou questionamento nos parlamentos holandês e europeu, ruptura de acordos com ONGs, além de um movimento de boicote na França. A Heineken assegurou que tomaria as providências cabíveis.

LITERATURA

Em coletânea póstuma, Oliver Sacks fala de natação 

Saiu nos Estados Unidos o segundo livro póstumo do neurologista Oliver Sacks, último grande escritor cientista do século passado. A coletânea Everything in its Place (“Tudo em seu lugar”) reúne peças curtas, escolhidas pelos editores pelo que revelam da personalidade dele ou pelo tom de despedida. No texto de abertura, Sacks explora sua ligação visceral com a natação, desde quando era bebê até a morte, em 2015.

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