O beijo que abalou os britânicos

Foi um suave beijo no rosto, sem muita graça para os padrões latinos. Mas, para os britânicos, os rostos ruborizados do príncipe Charles e de sua companheira, Camilla Parker Bowles, se encontrando em público bastaram para serem estampados nas capas dos tablóides. O beijo foi mais um passo na tentativa do príncipe herdeiro do trono britânico de oficializar a relação entre os dois.A fotografia do gesto de Charles posando suas mãos sobre o braço de Camilla e beijando-a em ambos os lados do rosto pode ser vista hoje na maioria dos diários da Grã-Bretanha. O beijo foi motivo de análises políticas. Alguns analistas consideraram que a terna atitude do príncipe em meio a uma tormenta de flashes forma parte dos esforços para acostumar a opinião pública à presença de Camilla a seu lado.Charles iniciou seus esforços para que a opinião pública inglesa aceite sua opção conjugal em 1999 e, em várias ocasiões, insistiu que pretende se casar algum dia com Camila. Desde então, aparece cada vez com maior freqüência acompanhado de Camila diante dos fotógrafos.Nos anos em que dividiu os holofotes com a crise matrimonial pública, vivida por Charles e a princesa Diana, morta em um acidente automobilístico em 1997, Camilla foi constantemente depreciada pela família real e pela própria Diana. A princesa chegou a se referir a Camilla como "Rottweiler" e em uma entrevista disse que vivia um "casamento a três." No ano passado, Camilla foi recebida pela primeira vez pela rainha Elizabeth II, que sempre evitava encontrá-la. Camilla também foi vista diversas vezes na presença dos filhos de Charles.O beijo aconteceu em um evento da Sociedade Britânica de Luta contra a Osteoporose, da qual Camilla é ativista desde 1995, quando sua mãe, Rosalynd Shand morreu vítima dessa doença.

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